Qual a mensagem desse vídeo?

Qual a mensagem desse vídeo?

Qual a mensagem desse vídeo?

Qual a mensagem desse video?

Qual a mensagem desse vídeo?

O que Jesus diria sobre o caso Isabella?


Quem não tem acompanhado o caso Isabella? A mídia nos tem bombardeado há mais de 1 mês com esse caso, acompanhando cada passo desse trágico e misterioso assassinato de uma menina de 5 anos jogada do 6º andar de um prédio. Segundo as notícias que recebemos da mídia, a polícia tem provas suficientes para indiciar o pai e a madrasta de Isabella por homicídio qualificado, mas os advogados do casal trabalham na hipótese de uma terceira pessoa no local do crime que teria assassinado a menina. E do jeito que a mídia conduz as notícias - interpretando o caso e nos induzindo a condenar o casal – houve uma comoção nacional fazendo a população se autojustificar dando seu veredito com sede de vingança e ódio.

Diante disso, o que Jesus diria sobre o caso Isabella? Em Mateus 5:21-26 lemos Jesus interpretando o espírito do mandamento “não matarás”. Jesus nos alerta que, para os religiosos, a interpretação desse mandamento reduzia o homicídio à morte física. Assim como nós, os religiosos enchiam seus corações de justiça própria – porque nunca mataram fisicamente ninguém - apontando o dedo condenatório na cara dos homicidas. Além disso, a maior motivação do coração dos religiosos em não matar ninguém fisicamente era o medo e a culpa de “quem matar estará sujeito a julgamento”. Então, o jeito dos religiosos reprimirem o homicídio era a punição. Mas esse tipo de repressão produz uma mudança falsa de fora para dentro.  

Ao se deparar com esse quadro de interpretação da letra da lei, Jesus chega e acaba com essa incorreta versão religiosa da lei, interpretando e cumprindo o espírito da lei do jeito da vontade de Deus. Ao fazer isso, Jesus revela e desnuda o coração pecador do homem para transformá-lo verdadeiramente de dentro para fora. Jesus nos ensina que o homicídio é criado dentro do coração pecador antes de ser consumado de fato pelas mãos. E assim, todos nós, sem exceção, somos homicidas pela natureza de nosso coração pecaminoso.


Diante disso, Jesus diz que existem três maneiras de matar o próximo: (1) A ira mata – “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...” Este é o sentimento de ira que leva ao ódio. 2) A ofensa mata – “...e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal...” Esta é a ira expressa em violência verbal. (3) O desprezo mata – “e quem lhe chama: Tolo, estará sujeito ao fogo do inferno”. ( “Tolo” é o termo aramaico para desprezo, indiferença). Esta é a ira que exclui o próximo e cruza os braços deixando-o morrer agonizando de dor. Em resumo, Jesus diz que a ira, a ofensa e o desprezo matam a alma do próximo da mesma forma de quem mata o outro fisicamente. Porque, para Jesus, “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os...homicídios...” (Mc 7:21) quando excluímos o próximo da nossa vida ao ferir o seu coração com ira, ofensa e desprezo. Com isso, Jesus nos diz: Atire a primeira pedra no casal Nardoni quem nunca jogou alguém do 6º andar de nossas vidas. Ao ouvir essas palavras de Jesus, entendo que em muitos momentos nossa ira, ofensa e desprezo jogam muitas pessoas do 6º andar de nossas vidas.

Assim, ouso dizer que somos a terceira pessoa do caso Isabella quando nos justificamos ao condenar o casal com ódio e vingança. E ainda, quando nos esquecemos que, segundo Jesus, somos tão homicidas quanto quem joga uma criança do 6º andar. Perceba como Jesus nos leva a sondar nosso próprio coração para enxergarmos a nossa natureza pecaminosa de homicidas em potencial e nossa extrema carência de sua graça redentora.


É nesse momento que a graça de Cristo surge ao indicar uma solução para te libertar das grades do homicídio: (1) Se você tem jogado fora algumas pessoas da sua vida “deixe perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então voltando, faze a tua oferta” (Mt 5:24), porque sem reconciliação com teu irmão não há verdadeira adoração. (2) Ou se você é quem está sendo jogado fora da vida dos outros, “vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.” (Mt 18:15). Ou seja, Jesus deseja a ressurreição daqueles que matam e/ou morrem na guerra dos relacionamentos. Cristo chama tanto o ofendido quanto ao ofensor a vencer o orgulho, tomando, cada um, a iniciativa de mostrar a outra face do perdão com a reconciliação. Ofereça o perdão que você recebeu de Deus perdoando e reconciliando-se com seu próximo. Imite a Cristo dizendo: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que estão fazendo” (Lc 23:34). Não deixe a reconciliação para amanhã se você pode fazer hoje. Amanhã pode ser tarde demais.


JAIRO FILHO

OBS: Texto escrito em 2008. 

O reitor e o maltrapilho

Eis aqui a história do reitor da maior universidade do mundo. Ele está acima de qualquer suspeita por ser o mais conceituado, sábio, justo, irrepreensível e amoroso reitor de todos os tempos. É conhecido como um mestre por excelência – sua metodologia pedagógica é regeneradora e metamórfica. É conhecido por transformar indivíduos anônimos em pessoas conhecidas, maltrapilhos ambulantes em doutores do saber e da vida. Ele é o reitor da Universidade da Vida.

Essa universidade é muito concorrida. Todos querem matricular-se para viver nela. Muitos estudiosos tentam entrar por meio de todo tipo de esforço próprio. Fazem grupos de estudos rigorosos, são disciplinados, inteligentes, dominam o saber, buscam conhecimento o tempo todo. Muitos desses nerds, com sua suposta sabedoria, ofenderam o Reitor quando se intitularam mais sábios do que ele, se rebelando contra sua vontade e achando conhecedores do bem e do mal. Esses peritos do saber do bem e do mal sempre são reprovados no vestibular. Com isso, ninguém jamais consegue ser aprovado. A cada reprovação, uma decepção, um mistério a ser desvendado e um grito de injustiça é engolido seco pelos nerd's reprovados. Assim, ninguém consegue por si mesmo passar na Universidade da Vida para estudar aos pés do reitor, mestre da vida, mesmo que passem a vida toda estudando.
Pois, é impossível alcançar o alto índice de sabedoria do Reitor e ser aprovado em todas as perguntas com sua própria sabedoria. Enfim, ninguém consegue ser aprovado no vestibular por meio de seu próprio esforço acadêmico, nem seu currículo escolar, nem com sua própria sabedoria.
 

Mas um dia aconteceu algo absurdo e sem lógica. O amoroso reitor se revela: Sai de sua sala à procura de novos alunos. Para o espanto de todos, ele passa a conviver no meio de pobres, mendigos, analfabetos, marginais, ignorantes e loucos, a fim de matriculá-los na sua universidade da vida.

Ao sair de sua sala, o mestre dos mestres encontra um cenário de ignorância intelectual, violência lingüística, analfabetismo moral e pobreza de espírito. Sua compaixão se manifesta enquanto vê e toca em pessoas alienadas do saber. E decide matricular todos os loucos e analfabetos em sua universidade, por amor de seu nome. Mas, a partir dessa decisão, surge um dilema: Somente poderia entrar na Universidade da Vida quem passou merecidamente no seu vestibular. E isto é justo. É justiça. E agora, como fazer justiça?

O reitor, então, chama seu único filho e o desafia a estudar muito, no lugar de todos aqueles pobres de espírito. Seu filho, voluntariamente por amor ao seu pai e aos analfabetos maltrapilhos e débil mentais, começa sua jornada de estudos diários durante 33 longos anos de muito sofrimento mental e renúncia, solucionando problemas complicados e quase delirando nos labirintos do saber.

Até que chega o grande dia do vestibular. A concorrência é grande. Muitos chegam animados ao local da prova. Dentre a concorrência existem nerds, PhD’s e uma forte torcida contra o filho do reitor. Todos eles com inveja, reclamando seus direitos perante suposta injustiça.

O cartão de inscrição do vestibular do filho do reitor indica o prédio Calvário e a carteira com o formato de cruz como sendo o lugar para fazer tão terrível prova. Após longas horas de sofrimento mental, emocional e espiritual, o filho do Reitor conclui a prova, mas seu corpo se esgota, ultrapassando seus limites. Três dias depois, sai à lista dos aprovados. Todos correm ansiosos pra ver o resultado. Mas, para o espanto de todos, o único que foi aprovado com nota máxima foi o filho do reitor.

Após a aprovação de seu filho, o reitor vai ao encontro dos analfabetos e ignorantes. De uma maneira especial encontra um maltrapilho sujo, imoral, com sérias debilidades mentais, analfabeto e entrega o diploma de doutorado da Universidade da Vida. Esse maltrapilho, sem entender nada, olha pra si mesmo e diz que não merece tal diploma porque não estudou nada e nunca teria condições de passar nesse vestibular. O reitor, com um olhar de amor e justiça, diz que esse diploma foi conquistado pelo seu único filho quando foi aprovado no calvário, em seu lugar. O Reitor diz que este diploma é do seu filho, mas que está sendo entregue a todos aqueles que reconhecem que nunca poderão passar no vestibular por si mesmos. O reitor diz: “Agora, maltrapilho, torna-te o que tu és: um doutor. Você tem a vida toda para se tornar no doutor que você já é.” Então, com os olhos cheios de lágrimas e com o coração constrangido, aquele maltrapilho, confiando na suficiência da aprovação do filho do reitor como único e suficiente meio para entrar na Universidade da Vida, recebe o diploma e responde ao convite para matricular-se na Universidade da Vida.

A partir daí, o reitor e o maltrapilho começam a andar juntos e acontece a grande transformação. As aulas transformam o maltrapilho num ser humano digno e decente, com sede do conhecimento e amor pelo reitor. Enquanto passa a vida aprendendo, aquele homem maltrapilho sempre se lembra de que sua identidade foi marcada pelo reitor. Em resposta a essa bolsa de estudo e ao diploma recebido, o maltrapilho se dedica ao máximo para se tornar no que já é: um doutor.

Assim é o evangelho da graça de Deus. O diploma da salvação é conquistado unicamente por Jesus no vestibular da cruz. É dado imerecidamente para os maltrapilhos analfabetos e recebido com fé para transformá-los a cada dia no que já são: PhD salvos e santos. Receba a graça da salvação e durante toda a tua vida, torna-te o que tu és.

Em Cristo, o Reitor-Filho, o Filho-Reitor
Jairo Filho, o doutor-maltrapilho, o maltrapilho-doutor.

Do útero à sepultura e da sepultura ao útero



Todos nós temos uma grande certeza na vida: Nascemos de um lugar escuro - o útero materno - em meio a lágrimas e sangue; e, qualquer dia desses, nós morreremos e iremos para um outro lugar escuro - a sepultura - também em meio a lágrimas e sangue. O intervalo entre o útero e a sepultura é o espaço-temporal da história de nossas vidas. Olhando desse jeito para nossa existência efêmera, não podemos impedir chegar às perguntas: Por que vivemos? Qual o sentido para acordar e viver todos os dias? Nossa alma precisa saber o sentido de viver nesse mundo para continuar vivendo. Será que você está buscando uma razão maior para viver? Como vivemos do útero à sepultura?

Parece que a existência da grande maioria de nós é igualmente cíclica. Para muitos, o sentido da vida se resume num ciclo de nascimento, brincadeiras na infância, estudo, trabalho, namoro, casamento, filhos, família e morte. Outros seguem um estilo de vida parecido: comem, bebem, trabalham, fazem muitos amigos, buscam eventuais sensações de prazer, ficam realizados; e, no fim, tudo se acaba. Outros, mais idealistas, encontram o sentido da vida no ciclo insaciável de sonhar, planejar, lutar e realizar. Depois de realizar o que sonharam se encontram com o sentimento de que “não era bem isso que eu queria” ou “já realizei. E agora? O que eu faço mais pra continuar vivendo?” Oscar Wilde tinha razão quando afirmou que “neste mundo só há duas tragédias – uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguir”. Este é o retrato da insaciavel alma humana. Será que a vida se resume nas expectativas desses ciclos? Ou será que a vida tem algo mais?

Andando pela vida, percebemos pessoas que vivem apenas a rotina de uma mesma sucessão de dias sem destino nem propósito. São vidas vazias, enfadonhas, depressivas que trabalham arduamente durante a semana, ansiosas pela chegada do fim de semana ou feriados para gastar o que ganharam no trabalho curtindo picos de prazeres momentâneos. O pior é que a frustração e a insatisfação chegam em noites mal dormidas do domingo, porque nenhuma aventura alucinante tão esperada aconteceu, ou porque o que aconteceu não era bem aquilo que queria que acontecesse. E quando a semana começa, com ela vem mais uma expectativa para um novo fim de semana. Para estes, o propósito da vida se resume nas aventuras e realizações dos prazerosos fins de semana da vida. Para esse tipo de gente, a vida é infeliz não porque derramam lágrimas sem cessar, mas porque buscam anestesiar a dor do vazio existencial tentando satisfazer suas vidas com prazeres insaciáveis. Essas pessoas usam a máscara da alegria no grande público durante a semana, mas quando se encontram sozinhas em sua privacidade tem que admitir que tudo o vivem não passa de dramatização e ilusão.

É importante notar que o hedonismo curtido nos fins de semana da vida nos aliena da luta por justiça social, afasta para bem longe a idéia da doença e da morte, nos dá a impressão de que somos super homens com vida eterna aqui na terra, resume a vida numa constante celebração do funeral dos sonhos e do sentido da vida e nos traz a idéia de que estamos sozinhos e abandonados aos caprichos do destino sem nenhuma intervenção divina. A paixão narcisita pelo próprio corpo sarado e emplastificado, as baladas de fim de semana, o sexo superficial e descartável, o consumo de drogas, o vício da auto realização e bem estar, o ateísmo e o sincretismo religioso, e ainda, o consumismo capitalista nos oferecem essa impressão. Quanto mais malham e emplastificam o corpo, mais ficam insatisfeitos com o próprio corpo. Quanto mais festejam a vida, mais se enterram numa depressão existencial. Quanto mais orgasmos sentem, mais sozinhos e carentes de coração vivem. Quanto mais adrenalina e endorfina experimentam, mais ficam viciados numa droga de vida. Quanto mais céticos e religiosos são, mais certeza tem de que sua peregrinação existencial e espiritual caminha perdida e cheia de dúvidas, medo, culpa e preconceito. Quanto mais sonham, realizam e compram, mais insatisfeitos, pobres e vazios ficam. E a sensação que se tem é que do útero à sepultura tudo é inútil e em vão. É como nascer para correr atrás do vento e morrer de mãos e corações vazios. Mas será que a vida se resume a isso, ou existe um outro estilo de vida com sentido?

A Palavra de Deus, revelada nas sagradas escrituras judáico-cristã, intrepreta essa vida enfadonha, depressiva, inútil, hedonista e sem Deus como conseqüência da culpa do pecado do homem que o separou de Deus (Romanos 3.23). É por isso que do útero a sepultura a vida é sem sentido, vazia e sem destino certo. As pessoas sem Deus vivem seu estilo de vida como rebelião contra Deus, vivem uma inimizade contra Deus (Colossenses 1. 21 e Efésios 4.17), sentem um prazer ímpio de desobedecer a vontade de Deus (Romanos 1. 29-32) e, como conseqüência, andam pela vida mortas e enterradas na sepultura de seu próprio pecado (Efésios 2.1). O homem cometeu um suicídio existencial quando decidiu viver independente de Deus (Romanos 6.23.). Porque fomos criados por Deus para viver em Deus e não sem Deus. Por isso que não há vida sem Deus. Quando o homem decide viver sem ter um relacionamento com Deus, ele se perde na sua própria existência e morre sem Deus, vivendo do últero a seputura uma vida mesquinha, sem sentido, sem esperança e sem vida.

Mas a Palavra de Deus tambem nos apresenta Jesus Cristo como a único sentido para vida, sendo ele a nossa nova vida (Filipenses 1.21) e a nossa única esperanca para viver aqui e agora e lá e além por toda eternidade. Quando lemos a Biblia, encontramos a boa notícia do favor imerecido de Deus que nos ressuscita da sepultura de nossos pecados (Efésios 2.4-6) e nos faz uma nova criação (I Coríntios 5.17). Ou seja, a cruz de Cristo é a prova do amor de Deus pelos pecadores (Romanos 5.8) como ato de reconciliação (Colossenses 1.22 e Romanos 5.10 e 11), perdão dos pecados (Romanos 5.1), salvação eterna e novo estilo de vida de obediência por meio de Cristo. Quando chegamos ao pé da cruz de Cristo, nosso coração é convertido pela graça de Deus, através da fé em Jesus e arrependimento dos nossos pecados. Pela fé, Jesus Cristo passa a ser reconhecido como único e suficiente Senhor e Salvador de nossas vidas. A partir dessa entrega, caminhamos para um novo estilo de vida onde valorizamos um relacionamento íntimo de amor com Deus por meio de Jesus Cristo, obedecemos a Deus de coração, recebemos a nova vida em Cristo por meio da fé, encontramos sentido e propósito para viver por Cristo e em Cristo (I Coríntios 5.14, 15), recebemos segurança de vida eterna com Deus (João 3.16), e recebemos a missão de viver a vida de Jesus entre as pessoas que convivemos (Atos 1.8). Assim, um relacionamento com Deus por meio de Jesus Cristo é o único jeito de viver capaz de preencher o vazio do coração daqueles que vivem nessa enfadonha sucessão de dias sem sentido nem propósito.

Quando Jesus entra em nosso coração, sentimos arrependimento pelos nossos pecados. Ou seja, o arrependimento provoca em nós uma mudança de mente, uma expansão de consciência, uma redefinição de nossos valores e prioridades, uma visão de mundo pela perspectiva de Deus, novos sentimentos, desejos, vontades, disposição, atitudes e comportamentos, uma mudança e abandono da rota do pecado para dar um giro de 180º em direção ao caminho da vida com Deus. E essa transformação do ser acontece por um processo gradual e continuo pela resto da vida na formação do caráter de Cristo em nós. Ou seja, de uma vida que valoriza a estética de um corpo sarado, em Cristo, passamos a valorizar o caráter das pessoas. De uma cosmovisão que busca exclusivamente realização individual, em Cristo, passamos a buscar justiça social. De múltiplos orgasmos pornográficos, superficiais e descartáveis, em Cristo, passamos a fazer sexo no casamento com amor e fidelidade. De corpos viciados em plásticas, regimes e na tirania da estética da moda, em Cristo, passamos a desfrutar da beleza do amor de Deus e da vida simples com as pessoas que amamos. De um consumismo desenfreado, em Cristo, passamos a viver contentes e satisfeitos em toda e qualquer situação (Filipenses 4.11-13), porque Deus é o nosso bem maior. De uma vida alienada e anestesiada pelo êxtase dos entretenimentos e hedonismos dos fins de semana da vida como fuga da realidade, em Cristo, passamos a desfrutar de todos os momentos rotineiros de nossa vida com sentido, saboreando cada detalhe da vida em pedaços deliciosos de se viver um banquete com Deus, mesmo estando no vale da sombra da morte (Salmo 23). De uma vida enterrada no vício de uma vida de droga e de uma droga de vida, em Cristo, passamos a viver libertos pela verdade (João 8.32) de uma vida em abundância (João 10.10b) da presença do amor de Deus. E de uma vida deprimida no tédio ocioso existencial, em Cristo, passamos a ter o propósito de viver em prol do Reino de Deus a serviço das pessoas. Essa é a nova vida que Deus nos oferece, em Cristo, que nos resgata da sepultura do pecado para renascer do útero de Deus.

Deus te chama da sepultura do pecado para renascer no útero de Deus. Somente em Cristo, rebemos a nova vida de desfrutar de um relacionamento íntimo de amor com Deus. Assim, se você quer se encontrar consigo mesmo, viver contente em todas as situações e circunstâncias reais da vida, encontrar o sentido de acordar todos os dias, acorde antes para encontrar o lugar do relacionamento de Deus na sua vida antes que seja tarde demais. Saia do sepultura do pecado e venha renascer do útero de Deus pela fé em Jesus Cristo. E seja perdoado para desfrutar da amizade de Jesus Cristo e viver a vida em abundância de obediência a santa vontade de Deus.

Em Cristo, o sentido da nossa vida

JAIRO FILHO

Qual a mensagem desse vídeo?

Frases

A vida é como fumaça espiralada
que se desprende do pavio instável,
em volteios, em lufadas, em devaneios
cincunvolto,
Irrealidade fina e vã
mergulhando no vácuo.
O mesmo fim para o casebre e o palácio,
Para a prisão e o tribunal!
A mesma chama consome igualmente
Sabedoria e loucuras
Para isso mesmo é que viemos:
Ó vaidade das vaidades!

W. E. Henley (Of The Nothingness of Things - "Das coisas reduzidas a nada") - Citado por Michael A. Eaton no Comentário de Eclesiastes - São Paulo: Vida Nova, p. 13.

A sabedoria de viver a vida como ela é



O nome eclesiastes vem da palavra grega “eclésia” que significa igreja, assembléia, reunião. E o nome “eclesiástes” é o nome grego para o nome hebraico “qoheleth” que significa “o sábio que reune  uma assembléia para falar-lhe; ou, simplesmente, o pregador, aquele que sabe e diz o que sabe”. O qoheleth é um homem sábio, colecionador de provérbios, professor e escritor. A tradição judaica garante que cântico dos cânticos foi escrito na juventude de Salomão, enquanto que o livro de provérbios foi escrito na sua maturidade e, finalmente, em sua velhice, Salomão escreve o livro de eclesiastes. Para melhor entender o livro de Eclesiastes é necessário algumas considerações:

Realidade
O eclesiastes enxerga a vida como ela é sabendo sobre a vida real debaixo do sol. O propósito do eclesiastes é examinar a vida aqui e agora. Ele descreve e analisa o que vê. Salomão não destaca as realidades espirituais por trás de cada evento da vida; ele, simplesmente, fala dos fatos reais que acontecem debaixo do sol. Ao usar a expressão “debaixo do sol” (30 vezes), Salomão se refere ao mundo visível. O foco de seus pensamentos não são as entrelinhas, mas as linhas da realidade nua e crua como ela realmente é. O discurso do pregador descreve a vida despida de ilusão, maquiagem e escamoteamento cor de rosa. Interessante que o pregador Salomão rejeita todo e qualquer jargão decorado que tenta explicar a vida com chavões do tipo: “Deus fecha uma janela, mas abre uma porta; Deus escreve certo por linhas tortas; Deus tarda, mas não falha; Deus tem um plano para a sua vida”. Falamos isso com muita fé e entusiasmo quando as crises da vida não estão nos alcançando no momento. Porém, quando somos assaltados pela violência da dor da existência gritamos: “Por que isso foi acontecer comigo? O que eu fiz para merecer isso?” Então, nessa hora, aparece gente dizendo os mesmo chavões ditos anteriormente por nós. E logo percebemos que esses gelados provérbios religiosos não passam de "blablablá" superficiais e sem sentido, incapazes de nos consolar em nossas feridas existenciais.

Vaidade
É assim que o eclesiastes descreve a realidade da vida. Ele usa o superlativo “vaidade de vaidades”, “super vaidade”, “vaidadíssima”, "vaidade completa". Entre 1:2 e 12:8 o pregador repetirá esta declaração-chave cerca de 30 vezes como quem quer comprovar que a vida é uma vaidade. 

É necessário saber que a palavra vaidade usada pelo eclesiastes não tem nada haver com essa conotação popular de que vaidade é essa vida empavonada, cheia de ostentação, nabalesca, cheia de luxo e brilhosa. Não é esse conceito que geralmente temos de se vestir de um desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros; nem é a busca por vanglória e ostentação. Não! A palavra vaidade tem pelo menos três significados:
(1) Vaidade significa passageiro, efêmero, brevidade e transitório. A vida é como uma bolha de sabão ou fogos de artifícios, perfeitos e belos por lampejo de uma fração de segundos; sua perfeição é fugaz, surge e logo se desfaz. É como um vapor, fôlego ou sopro – é transitório, sem substância, vazio. É como o hálito solto numa manhã fria que embaça o vidro do espelho do banheiro e após um segundo se apaga a não existe mais. É nada de nada; é névoa de nada. É uma névoa que se evapora que logo se extinguirá e não mais voltará.
(2) Vaidade também significa fútil, sem sentido, absurdo ou sem significado.  A vida é vista em estado de fraqueza e desconfiança em que demonstra futilidade, vazio, oco, falta de senso, frívolo, sem valor, vão, sem produzir efeito, engano, ilusão, ridículo, bobagem, besteira, tolice. O Eclesiastes diz que nada é digno de confiança, nada é substancial; nenhum esforço de per si trará satisfação permanente; as maiores alegrias são transitórias. Recentemente, um jogador de futsal de Guarapuava-PR morreu quando deu um carrinho numa dividida de bola e escorregou num piso rachado e um pedaço de madeira perfurou sua a perna e entrou na barriga do jogador. Ao chegar ao hospital ele morre por hemorragia generalizada. Algumas semanas atrás, na cidade de Ivaí-PR, aconteceu um evento de corrida de carro. Após uma demonstração de um carro, o disco de embreagem desse carro se soltou e foi lançado direto no estômago de um menino de 10 anos que morreu na hora, caindo no chão diante da platéia assustada e boquiaberta, com todos os intestinos expostos para fora do corpo. Também soube da notícia de um homem que morreu de uma parada cardíaca enquanto dirigia seu carro em alta velocidade. Havia somente uma criança no carro, sentada no banco de trás, que testemunhou a morte desse homem, e tentou acordá-lo, abraçando o homem por trás. Com o carro em alta velocidade e descontrolado, um caminhão bateu de frente com o carro. O carro ficou todo destruído. E os corpos irreconhecíveis. O resgate achou o braço cortado da criança abraçado na cabeça decapitada do homem. Diante de tudo isso, Salomão diz: Vaidade de vaidades. Não faz o menor sentido.
(3) Vaidade ainda pode significar algo incompreensível ou enigmático. Salomão descreve a vida e seus mistérios. Mas, ele deixa claro que não é que a vida não tenha sentido, mas é impossível identificá-lo plenamente. E é por isso que não tem sentido, se não é possível identificar. Qual o significado da morte prematura de uma criança? Qual o sentido de um terremoto ou tsunami destruir toda uma cidade? O que podemos aprender com o nascimento de uma criança deficiente mental e/ou física? Salomão diz: A vida é vaidade de vaidades. Tudo é vaidade, névoa de nada, bolha de sabão.

Experiência
O eclesiastes enxerga a vida como ela é sabendo que experimentou plenamente a vida como ela é. O sábio Salomão, quando escreveu o eclesiastes, não está sentado numa biblioteca fria, embriagado com suas elucubrações teológicas e filosóficas, pesquisando bibliografias e escrevendo notas de rodapé numa tese discursiva sobre a vida. Ele não é um cientista existencial que está num laboratório esterilizado e isento das contaminações das crises da vida; nem está, imparcialmente, analisando a existência, como também não está testando suas teorias sobre a vida. O escritor do eclesiastes é alguém que viveu com toda intensidade a vida como ela é. Ele viveu de tudo e agora acha que a vida não faz sentido. Ele não fez um tratado químico e psicológico sobre a maconha, ele experimentou todas as drogas da vida e a vida de drogas. Ele não foi um teórico do capitalismo selvagem, ele foi um milionário esbanjador. Ele não foi um sexólogo, ele se deitou com todo o seu harém. Ele não foi um sonhador, ele construiu todos os seus sonhos. Ele não pedia conselhos, ele era o sábio conselheiro de todos. Ele não pedia autógrafo aos famosos, ele era a celebridade mais famosa de seu tempo. Ele não era um comentarista da vida, ele experimentou toda a vida como ela é por toda vida. E no fim, concluiu: “tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.” (Ec 2:11b).

Pensar
O eclesiastes enxerga a vida como ela é sabendo que pensar dói. E pensar sobre a vida é, muitas vezes, sair da caixa da teologia e da jaula da religião. Tanto a teologia quanto a religião tem a ousadia de prometer resolver todas as dúvidas, questões e crises existenciais. Salomão vai se despindo da camisa de força das respostas prontas, decoradas e superficiais da religiosidade e foge para a ousadia das perguntas. Ele não tem medo de olhar para a vida como ela é e dizer que não entendeu quase nada, e que quando está quase entendendo, ele conclui que a vida como ela é não faz sentido. Assim, o convite de Salomão é pensar sobre a vida.
Pensar sobre a vida real é tirar os óculos cor de rosa que produzem ilusão sobre a vida. É não por panos quentes sobre as crises existenciais, nem varrer para debaixo do tapete do esquecimento e da ilusão as loucuras da vida. Mas, pensar dói muito. Dói porque é nadar contra a maré dos jargões religiosos. Dói porque é se decepcionar com as respostas superficiais da fé. Dói porque é uma luta interior contra antigas convicções abaladas pela vida como ela é. Dói porque nos retira da zona de conforto para o trabalho árduo da reflexão em busca de novas respostas.
Mas quem pensa sobre a vida se lança no vento da sinceridade e da transparência. Quem pensa se liberta da camisa de força da religião. Quem pensa destrói a irracionalidade, o conforto e a preguiça da superficialidade da fé. Quem pensa não enterra a vida e a fé no mar de rosas da ilusão. John Stott já nos ensinou que “crer é também pensar, é perguntar o que não sabe e verificar se as verdades aprendidas resistem a um teste mais rigoroso”. Quando nos abrimos para pensar sobre a vida aceitamos mais facilmente o mesmo convite que Deus fez a Isaías (1:18): “Venham, vamos refletir juntos”. Deus não é contra as interrogações nem a reflexão introspectiva em busca da sabedoria para viver a vida como ela é. Pensar é plantar a fé embrionária no terreno sagrado do conhecimento e regá-la com reflexões com a garantia de colher frutos de fé madura, forte e produtiva. Pensar nos torna mais humanos à medida que é destruída a irracionalidade, o medo e a incredulidade. Relaxe! A idade das trevas já foi embora e levou consigo o paradigma de que ter dúvidas sobre a fé é passível de condenação nas fogueiras da inquisição religiosa. Assim, aceite o convite do eclesiastes para pensar sobre a vida como ela é; e se libertar da superficialidade e da ilusão da vida, a fim de se aprofundar na fé que não tem medo de viver a vida como ela é.

Respostas
O eclesiastes enxerga a vida como ela é sabendo que não existem respostas para todas as perguntas. Na viagem do pensamento, vamos nos deparar com a certeza de que a realidade da vida é mais complexa do que nosso discernimento pode alcançar. A vida tem muitos mistérios indecifráveis que a mente humana não tem capacidade de responder. A resposta que Salomão nos ensina a dar para as nossas perguntas é “não sei”. Ele já vivia o adágio grego de Sócrates “só sei que nada sei”. Shakespeare colocou essa sabedoria na boca de Hamlet: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia” (Primeiro ato, cena cinco). Ed René kivitz, no seu mais novo livro “O livro mais mal-humorado da Bíblia”, nos ajuda a entender que nós temos a palavra revelada de Deus que é útil (II Tm 3:16) para descrever muitas “coisas importantes sobre o mundo em que vivemos e como ele deve funcionar. Por isso ela é útil. É um dos pontos em que podemos nos apoiar. Não sabemos tudo, mas sabemos o suficiente...Não é possível conhecer toda a verdade, mas é possível conhecer toda a verdade...o que desconhecemos não invalida aquilo que sabemos. O que sabemos não perde a eficácia “só” porque não sabemos tudo o que queremos saber” (p. 24).

Esperança
O eclesiastes enxerga a vida como ela é sabendo que há um Deus agindo nessa realidade aparentemente sem sentido. Por mais que o leitor seja assaltado por um desespero existencial, o livro abre espaço para perceber Deus agindo, apesar da falta de sentido da vida. Salomão, apesar do aparente caos, percebe que Deus está sobre e por trás da história da vida como ela é. A terra, o cenário da história humana, “é daquele cujos os olhos não vem sono nem de dia nem de noite” (Ec 8:16-17a). A esperança nos ajuda a reagir a nossa história de vida, interpretando a vida como ela é, com os óculos de que vêem com fé Deus trabalhando em e por sua criação. Por mais absurdo que se possa entender a vida, a história humana não é despersonalizada, escrita pelo acaso, como se obedecesse ao roteiro de uma máquina programada a cumprir sozinha suas leis de auto funcionamento. O mundo não está no caos solto no acaso. Cada elemento da criação está funcionando como foi planejada para funcionar e controlada soberanamente pelo amor e graça de Deus. Dizer que o mundo veio do acaso é como dizer que houve uma explosão no alfabeto e formou-se um dicionário e um idioma. Quando o eclesiastes diz que a vida não tem significado, significa que ele não consegue enxergar sentido, mas não significa que não há sentido. Por trás das cortinas da vida como ela é debaixo do sol, ainda há um Deus, Pai, soberano e amoroso que tem em suas mãos toda a história da humanidade.

Base
           Só podemos ler o eclesiastes com os olhos mirados em Cristo, ele é a nossa base segura para darmos um salto de fé enquanto pensamos sobre a realidade debaixo do sol juntamente com Salomão. Cristo é o verdadeiro e maior eclesiastes. “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:3). A encarnação de Cristo revela toda a sabedoria e todo conhecimento. Se temos o Espírito de Jesus habitando em nós para encarnarmos o evangelho de Jesus em nossa história debaixo do sol, então a sabedoria e o conhecimento de Cristo são o tesouro que está a nossa disposição para vivermos a vida como ela é. 
          Com essas considerações em mãos, vamos viajar pelos pensamentos sábios do eclesiastes de mãos dadas com a sabedoria da encarnação de Cristo para encarnarmos a vida de Cristo aqui e agora, em nossa história debaixo do sol, e viver com sabedoria a vida como ela é.
           Em Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento
Jairo Filho

Frases

"É psicologicamente impossível adorar aquilo que é completamente apreendido. O divino precisa ter algo de qualidade indefenível para manter a devoção dos homens, pois, como os franceses dizem tão bem, "um Deus definido é um deus finito". (...) A religião deve insistir que nós não conhecemos tudo sobre Deus, deve, ao mesmo tempo, insistir que o nosso conhecimento sobre Deus é verdadeiro".

BERTRAND BRASNETT. Citado em Winkie PRATNEY, A natureza e o caráter de Deus. São Paulo: Vida, 2004, p. 19.


"Não é possível conhecer toda a verdade, mas é possível conhecer a verdade". 

Ed René Kivitz, O livro mais mal humorado da Bíblia, São Paulo: Mundo Cristão, 2009, p. 24.

Karis


David Kornefield, Karis e Débora Kornefield


Acho que a frase que melhor resume a história de Karis é essa:

"Ter fé quando não há milagres é um milagre maior do que ter fé para operar milagres". Caio Fábio.

Pense nisso!
Em Cristo, 

Jairo Filho

O homem e o conhecimento - João Calvino

"A soma de quase todo nosso conhecimento - que se deve julgar de fato como verdadeiro e sólido conhecimento - se compõe de duas partes: O conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos. Como, porém, essas duas formas de conhecimento se entralaçam com muitos elos, não é fácil, entretanto, discernir qual deles vem primeiro e dá origem ao outro."

"Por outro lado, é notório que o homem jamais chega ao puro conhecimento de si mesmo, se antes não contemplar a face de Deus e, da visão de Deus, descer ao exame de si mesmo."

"O homem jamais será tangido e afetado suficientemente pelo senso de sua indignidade, se primeiro não se comparar com a majestade de Deus" (Institutas I. 1, 2, 3)