O que é de errado com o mundo?

Quando o jornal London Times solicitou a diversos escritores que mandassem ensaios sobre o assunto "O que há de errado com o mundo?", Chesterton respondeu mandando a carta mais curta e direta de todas:

Prezados Senhores
Eu.
Atenciosamente

G. K. Chesterton

Aliança com Deus

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)

Liberdade e (Sub)missão

“O cristão é o mais livre de todos os senhores, e não está sujeito a ninguém; o cristão é o mais submisso de todos os servos, e está sujeito a todo mundo.” - Martinho Lutero

Má-ternidade

- Mamãe, mamãe! Já tenho 14 anos. Posso colocar sutiã?
- Não, Kleber.

- Mamãe, mamãe! O que é um canibal?
- Cala a boca e volta pro forno!

- Mamãe, mamãe! Está escuro aqui!
- Quieto, senão eu puxo a descarga outra vez!

- Mamãe, mamãe! eu quero ver o Vovô!
- Então continua cavando!!

- Mamãe, mamãe! O que é um lobisomem?
- Não sei... Penteie seu cabelo.

- Mamãe, mamãe! Por que eu estou andando em círculo?
- Não enche o saco senão eu prego seu outro pé no chão!

- Mamãe, mamãe! Por que o papai está correndo tanto?
- Cala a boca e continue atirando!

- Mamãe, mamãe! Por que você está empurrando o carro para o abismo?
- Fica quieto senão seu pai acorda!

- Mamãe, mamãe! Eu não gosto do meu irmãozinho!
- Tá bom, come só as batatinhas!

-Mamãe, por que em nossa família todo mundo morre de repente?
- Mamãe???
- Mamãe???

- Filho, é brincadeira, a mamãe tá aqui.
- Filho?
- Filho?
- Filhooooooooooooooooooooo????

Que merda!

“Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.” Tony Campolo

Igreja brasileira é uma mula sem cabeça?



Seria a igreja evangélica uma grande mula sem cabeça? Até que ser mula vai. Deus já usou uma pra falar! Mas, sem cabeça e também sem boca... e agora?

Fonte: www.jasielbotelho.blosgpot.com

Publicidade Espiritual

Texto do comercial

Por quê?
Se não há medalhas, nem troféus.
Se não tem torcida, aplausos, nem hinos de vitória
Só o silêncio.

Por que, então?
Se não há dinheiro, nem contratos.
Se não tem flashs, câmeras, nem pódiuns, nem glórias.
Talvez, só uma luz.

Onde estão as pistas, os campos, as quadras, os estádios
Onde estão os adversários, os rivais
Onde está o tempo?

Inspire-se

E o limite, onde está o limite?




Este comercial mostra esportistas amadores e anônimos acordando cedo para praticar esportes como atletismo, musculação, vôlei, entre outros. As personagens do filme correm por ruas com paralepípedos, escadas de edifícios e praias, faça chuva ou faça sol. A propaganda registra cenários vazios de público e publicidade; ambientes despidos de aplausos, prêmios e recompensas; e lugares inadequados para a prática profissional do esporte. Enquanto a cena mostra anônimos suando, o locutor questiona: “Onde estão as medalhas, os troféus, a torcida, o dinheiro, os contratos, os aplausos, as glórias, os flashes, as câmeras e os pódios?”. Além disso, as cenas mostram que os amadores praticam seus esportes sem comparações, adversários e nem competição.

Além da publicidade do tênis, posso perceber que a propaganda mostra esportistas anônimos, comuns que amam incondicionalmente o esporte. Praticam o esporte pelo esporte. Praticam esporte para cultivar a própria saúde. Praticam esporte sem a ambição da glória das câmeras, fotos e holofotes da mídia. Praticam esporte sem comparações nem competições. Praticam esporte sem desejar chegar nos pódiuns, sem a ambição pelas glórias das medalhas das olimpíadas. Praticam o esporte por amor. Esta é a motivação da prática esportiva.

Vendo assim, essa propaganda é uma ilustração que me conduz a entender melhor a advertência de Jesus contra a publicidade espiritual. Jesus adverte: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste”. (Mt 6:1). As obras de justiça citadas por Jesus são: esmola (Mt 6:2-4); oração (Mt 5-8) e jejum (MT 6:16-18). Ele adverte não contra essas práticas espirituais; mas sim, contra às mais íntimas motivações e intenções do coração de quem doa esmolas, ora e jejua.

Jesus expõe a motivação dos que doam esmolas quando diz que eles propagam sua caridade tocando trombeta diante de todos. Doam com o microfone na mão, gritando em alto-falante a lista de suas boas obras, divulgando em carro de som, rádio, outdorr, para serem glorificados pelos homens. Aqueles que fazem publicidade de suas orações procuram lugares de honra e destaque nas sinagogas ou em praça pública, para serem vistos dos homens apenas nos palcos da performance religiosa. E quem publica seu jejum desfigura o rosto com o fim de parecer aos homens que estão em alto nível de arrebatamento espiritual. Estes publicitários de sua justiça própria são chamados de hipócritas pois fabricam e preservam uma reputação social extremamente diferente do que há no caráter de seu coração. Na verdade, Jesus está dizendo que eles doam esmolas para serem aplaudidos e aclamados como bondosos, oram para serem glorificados pela sua egolatria, jejuam para serem mais espirituais do que os outros. Enfim: Eles praticam sua espiritualidade ego-látrica para aparecerem na mídia religiosa, receberem a fama do público e subirem no pódiun dos recordistas mais espirituais de todos.

Jesus faz outro tipo de propaganda da espiritualidade aprovada por Deus: Ele nos ensina a dar esmola em secreto, orar dentro do quarto, jejuar sem ostentar. Jesus joga fora a ambição ímpia de chamar atenção do público religioso para si mesmo a fim de dizer que o única e exclusiva platéia que vê em secreto as nossos exercícios espirituais é Deus – o público de uma só pessoa. Assim, somos ensinados que nós devemos dar esmolas, orar e jejuar por amor a Deus e por amor a nossa saúde espiritual.

Quem é você quando ninguém está olhando? Você seria capaz de dar esmola, orar e jejuar sem público ou recompensas? Você seria capaz de amar a Deus desinteressadamente? Você seria capaz de obedecer a Deus por nada, sem trocas ou barganhas?

Seja um atleta amador. Seja um discípulo amador e anônimo. Exercite-se espiritualmente por amor. Que haja sanidade e santidade na sua espiritualidade. Ajude os necessitados, ore, jejue para glorificar exclusivamente a Deus. Pois no Reino de Deus não há mídia, comparações nem pódiuns.

Inspire-se em Cristo, que é a nossa verdadeira motivação para doar esmolas, orar e jejuar sem fazer publicidade espiritual.

Jairo Filho
"A superficialidade é maldição de nosso tempo. A doutrina da satisfação instantânea é, antes de tudo, um problema espiritual. A necessidade urgente hoje não é de um maior número de pessoas inteligentes, ou dotadas, mas de pessoas profundas".

Richard J. Foster (Celebração da Disciplina)

A fé deformadora da barganha

Toda fé religiosa tem o poder de nos conduzir a práticas muito distantes do comportamento de fé de Jesus. Neste sentido, quero falar hoje que toda fé religiosa tenta reduzir Deus exclusivamente a um grande poder impessoal numa relação de negociação.

Muitas vezes a fé “cristã” é equivalente a toda e qualquer religião (no sentido de ir ao templo só para usar Deus quando necessário). Exemplo: imagine um casal em processo de divórcio. A mulher tem um amante e quer se livrar do marido. E o marido quer a esposa de volta custe o que custar. Cada um dos dois procura separadamente um líder religioso para que possa realizar seus desejos opostos. E o líder cristão propõe para cada um dos cônjuges um contrato de fé: faça um sacrifício de fé para merecer e receber o milagre desejado, sem levar em conta o que Deus aprova ou reprova no caso do casal. Cada um faz o sacrifício no templo entregando ofertas em dinheiro, participando de rituais, fazendo orações, freqüentando cultos e etc. É dito que se for feito o sacrifício é inevitável que Deus realize o pedido. Assim, cada um faz sua parte. O casal faz o sacrifício e Deus é obrigado a responder. Disso, surge a fé de barganha.

A fé de barganha é usada exclusivamente como a tentativa de instrumentalização e manipulação do poder de Deus. A fé de barganha proposta pelo líder religioso pode “amarrar” uma união amorosa, bem como desfazê-la, sem fazer juízo moral de valores sobre o caso do casal. Ele é pago pelo casal por seus serviços religiosos sem consultar a vontade moral de Deus. Assim, o pedido do casal e o serviço do líder religioso demonstram a busca do poder divino solicitado independente da vontade de Deus.

Nesse sentido, tem gente que pede a Deus para furar uma fila ou passar numa prova colando. Há crentes que pedem a Deus para lucrar com muita vantagem na venda de seu carro batido sem o comprador perceber. Já soube de gente agradecendo a Deus, porque conseguiu se livrar de uma multa de trânsito, quando molhou a mão dos policiais. Tem marido que ora pedindo a Deus livramento do flagrante de adultério, quando está no motel com a amante. Tem crente pedindo a Deus para matar seu vizinho. Soube de crentes invejosos e cheios de cobiça pedindo a Deus que tire o colega do emprego, quebre o carro novo do vizinho, ou termine o namoro ou casamento da pessoa cobiçada.

Será que esse tipo de fé, que reduz Deus apenas a um grande poder impessoal, foi ensinada, usada e aprovada por Jesus? Jesus diria que isso é a fé idólatra, pois reduz Deus a ser igual a qualquer “um deus”, quando o relacionamento com Deus é reduzido a experimentar o poder de Deus sem consultar sua vontade sobre nossas vidas. Isso é atribuir a Deus um poder neutro, e, portanto, despersonalizá-lo de seu caráter, sua soberania e santa vontade moral sobre nós. Esta é a fé deformadora, além da forma e da fôrma da justa medida da Palavra de Jesus. Pois, Jesus ensinou a orar pedindo que “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade (e não a minha), assim na terra como no céu” (Mt 6:10). Jesus revela que Deus é pessoalmente santo e tem sua santa vontade absoluta estabelecida em sua Palavra para nós.

Em resumo, toda fé religiosa é idólatra, porque busca somente os milagres, bênçãos e o poder de Deus sem considerar o caráter de Deus que opera milagres e bênçãos com poder. A fé religiosa adora somente o poder divorciado da pessoa de Deus. A fé de Jesus busca formar discípulos que tem o caráter de Deus. A fé formadora de Jesus busca, antes de tudo, saber a opinião de Deus sobre nossos desejos e pedidos. A fé de Jesus deseja a vontade de Deus em nós. Pense nisso! E deixe de barganhar com Deus.

"É possível ser muito ativo no serviço de Cristo e ainda esquecer de amá-lo". P. T. Forsyth

O milagre da multiplicação de doadores - João 6: 1-14

Introdução

Vivemos no contexto de fome, desemprego, doenças, analfabetismo, injustiça social, sofrimento, pobreza e etc. Também vivemos trancados em nosso mundinho egoísta de prazeres, compromissos, trabalhos e agenda superlotadas. Além disso, quando queremos servir o próximo, sempre encontramos muitos desafios e adversidades no caminho. E o maior deles é a competição, intriga, partidarismo, inimizade e guerra entre as pessoas do mesmo time. Sendo assim, como pode acontecer o milagre da transformação de vidas?

A partir do milagre da multiplicação de sanduiche de peixe (Jo 6:1-11), levanto a tese de que Deus procura parceiros disponíveis a entregarem suas vidas para fazer a obra dele acontecer. Somente assim, pode acontecer o milagre da transformação de vidas.

Contexto inicial: Estamos diante de um drama: o dia está acabando e a multidão está no deserto com fome. E Jesus faz um teste com seus discípulos: incita-os alimentar a multidão. “Ele, porém, lhes disse: Dai-lhe vós mesmos de comer.” (Lucas 9:13a). E perguntou ainda: “Onde compraremos pães para lhes dar a comer?” (Jo 6:5).

QUAIS OS PERSONAGENS ENVOLVIDOS NA OBRA DE DEUS?


1. O DESANIMADOR (FELIPE) – “Manda embora a multidão para que eles possam ir aos campos vizinhos e as povoados, e encontrem comida e pousada, porque aqui estamos em lugar deserto”. (Lucas 9:12). “Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço”. (Jo 6:7). Felipe recebe a tarefa de providenciar comida para a multidão. Mas ele só enxerga o tamanho do desafio: a quantidade de gente faminta e a quantidade de dinheiro gasto. Felipe só olha para as adversidades e não olha para Jesus. Então, ele se desanima diante do tamanho do problema que está diante dele. Assim, o desanimador é aquele que se alimenta de pessimismo e vomita murmuração na cara de todo mundo. Deus não faz parceria com desanimadores em sua obra, porque são cegos para Deus e para a necessidade do povo.

2. O TRABALHADOR AUTÔNOMO (ANDRÉ) – “...mas isto que é para tanta gente?” (Jo 6:9). André surge apresentando a Jesus uma possível solução que conseguiu: cinco pães e dois peixinhos. Ele tem todo o trabalho de conseguir no meio da multidão comida para todo mundo, mas no fim das contas percebe que seu trabalho e esforço são insuficientes para resolver o problema. Quando fazemos a obra de Deus por nossa conta sem pedir e contar com a ajuda de Deus, chegaremos a conclusão que todo esforço autônomo de Deus é insuficiente e inútil. Quando fazemos a obra de Deus sem oração, todo planejamento, trabalho, programa, agenda, atividade, culto fica vazio de graça de Deus e cheio de obra humana. Assim sendo, o milagre de Deus nunca vem, pois, Deus não faz parceria com trabalhadores autônomos em sua obra.


3. O DOADOR (menino anônimo) – “Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos...” Já imaginou o perfil desse rapaz anônimo? Imagine esse rapaz no meio da multidão interessado em conhecer Jesus, saindo de casa com o seu único alimento do dia: sanduíche de peixe. Quando percebe que André está procurando comida, o rapaz logo se prontifica a doar tudo o que tem em prol da necessidade da multidão. Interessante notar é que os discípulos não são usados diretamente nesse milagre, mas sim, um rapaz anônimo. Aqui podemos aprender que Deus usa quem quer que seja para realizar a sua obra no meio do povo. E, além disso, podemos aprender que Deus só faz parceria com pessoas disponíveis a doar tudo o que tem e o que são. Deus deseja usar sua vida para a obra dele acontecer. Deus deseja usar sua disponibilidade e tempo para a obra dele acontecer. Deus deseja usar tudo o que você é e o que você tem para a obra dele acontecer. Então, entregue-se completamente a Deus e o mais ele fará.

4. O SENHOR TRANSFORMADOR (Jesus) – Nesse momento Jesus aparece para realizar o milagre que escolheu fazer em parceria com um menino anônimo. Deus decide intervir por meio de Jesus para alimentar o povo enquanto Jesus ora agradecido. “Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribui-os entre eles, e também igualmente os peixes, quanto queriam”. (Jo 6:11). Fica claro que a obra é de Deus, e sendo de Deus, o maior interessado em realizar milagres na vida do povo é o próprio Deus. Quando entendemos que os resultados no ministério tem origem em Deus, nós ficamos descansados em paz para trabalhar em parceria com Deus, enquanto esperamos a obra de Deus por Deus ser feita.

COMO JESUS FEZ ESSE MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES E PEIXES? E QUAIS AS LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER PARA SE ENVOLVER NO MILAGRE DE DEUS?

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”.
JESUS CRISTO (Jo 13.15).

1. DEUS ESTÁ CONOSCO. Por isso, SIRVA CONVIVENDO COM TODOS: Todo milagre é possível, porque Jesus se despiu de sua glória e se tornou ser humano e habitou entre nós. Vemos nesse texto que Jesus estava sempre próximo da multidão, dando-lhes acesso por meio de sua convivência na sociedade. Jesus vivia no meio do povo: religiosos e pecadores, fariseus, sacerdotes, prostitutas, romanos, samaritanos, judeus, fenícios, ricos, pobres, fazendeiros, agiotas, lavradores, coletores de impostos, militares, pescadores, revolucionários, leprosos, cegos, aleijados, loucos, possessos, homens e mulheres. Jesus congraça com pervertidos, bêbados, adúlteros, tratantes e prostitutas. Jesus encontrava as pessoas onde elas estavam – seja um cego na beira da estrada, uma mulher no poço, agiota desiludido caminhando. Ele sempre aceitava o convite para passear, jantar, ir a sua casa, conhecer uns amigos, visitar doentes, ler a Bíblia, beber uma jarra de vinho numa festa etc. Assim, saia do templo e conviva com as pessoas. Vá ao encontro das pessoas. Seja você o milagre entre o povo.

2. DEUS SABE NOSSAS NECESSIDADE. Por isso, SIRVA FAZENDO UMA LEITURA DA REALIDADE. Quem olha para a realidade denuncia os problemas e aponta soluções. Olhe para a sociedade e enxergue os problemas do mundo. Jesus “erguendo os olhos e vendo...” a multidão, percebe a condição das pessoas que estavam em sua volta. Jesus não vivia alienado de olhos fechados para a realidade da multidão. O olhar de Jesus era clínico: ele diagnosticou as necessidades da multidão. Assim, também, nós devemos enxergar as pessoas em suas circunstâncias e condições. E quando enxergamos a realidade nua e crua veremos um mundo cruel, injusto e pecaminoso. Assim, é neste contexto que surge a denúncia como o espaço para o serviço acontecer como arma para extinção do mal.

3. DEUS SENTE COMPAIXÃO DE NÓS. Por isso, SIRVA EXERÇENDO COMPAIXÃO: “Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes”. (MT 14:14). “Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar muitas coisas”. (Mc 6:34). Compaixão é compreender o estado de espírito e a dor do próximo a fim de agir com socorro. É sentir a dor alheia como se fosse a nossa própria dor e fazer de tudo para acabar com o sofrimento do próximo. Assim, compreenda a importância da sensibilidade de percepção do que está ao redor. Tenha a sensibilidade para observar, ouvir, perceber o que se está ao redor e se prepare para agir. Por isso, é necessário conhecer a situação das pessoas, suas histórias, suas crenças, seu modo de pensar.

4. DEUS VENCE TODAS DAS ADVERSIDADES EM TEU FAVOR. Por isso, SIRVA NO MEIO DAS ADVERSIDADES: As adversidades sempre surgem quando estamos prestes a servir os necessitados. Jesus ouviu palavras que configuravam adversidades difíceis. A. “grande multidão vinha ter com ele”. B. “onde compraremos pães para lhes dar a comer?”. C. “o dia começava a declinar”. D.“estamos em lugar deserto”. Quando arregaçamos as mangas para servir sempre vão surgir muitas pessoas necessitadas, poucos recursos, pouco tempo e emergência, e ainda ninguém para ajudar. Como vencer às adversidade?

5. DEUS PRIORIZA FAZER UM MILAGRE NA TUA VIDA. Por isso, SIRVA PRIORIZANDO AS PESSOAS NA SUA AGENDA. Reveja as prioridades da sua agenda. As pessoas eram priorizadas na agenda de Jesus (Mt 14:13-21; Mc 6:30 – 34; Lc 9:10-17 e Jo 6:1-15). Este é o contexto anterior ao milagre da multiplicação de pães e peixes que Jesus estava inserido: a) O dia havia sido exaustivo. b) Jesus recebe a notícia do assassinato de João Batista. c) Jesus sabe que Herodes perguntava por ele. Jesus respirava ameaças de morte. d) Jesus recebe seus discípulos contando tudo que tinham feito e ensinado, após serem enviados dois a dois. e) Jesus não teve tempo de almoçar e nem de descansar. f) Mas, diante da multidão necessitada, Jesus reviu sua agenda. Ele permitiu que a necessidade da multidão carente se impusesse à sua. A compaixão venceu o luto, a ameaça de morte, a explosão de alegria, o cansaço e a fome. A compaixão é o instrumento de Deus para nos fortalecer para servir os pobres e necessitados. Fuja do ativismo religioso que prioriza templo, coisas, programações. Priorize sempre pessoas.

6. DEUS FAZ O MILAGRE EM TODO O NOSSO SER. Por isso, SIRVA TODOS OS HOMENS E O HOMEM TODO. Jesus enxergava cada ser humano de forma integral e completa. Para Jesus não havia a distinção grega que considera que corpo é mal e o espírito é bom; o corpo deve ser ignorado enquanto só o espírito é abençoado. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é digno de tratamento integral. Jesus oferecia sanidade emocional e santidade espiritual, justificação e justiça social, pão da vida e pão de fermento, liberdade e libertação. Assim, é necessário servirmos todas as pessoas e a pessoa toda. - “A diaconia protesta contra qualquer idéia que apresenta o ser humano como objeto e que defende uma divisão entre corpo e alma. As pessoas são simultaneamente corpo e alma. Qualquer divisão é contra a dignidade.” KJELL NORDSTOKKE (NORDSTOKKE, Kjell. Diaconia: fé em ação, Editora Sinodal. p. 16).

7. DEUS NOS TORNA MILAGRE NA VIDA DOS PRÓXIMO. Por isso, SIRVA FAZENDO PARCERIAS - “Em seguida deu aos discípulos para que os distribuíssem entre o povo”. (Lucas 9:16b). Agora, Jesus utiliza o princípio da parceria com seus discípulos. Ele chama os seus discípulos para transformarem a compaixão e o poder de Deus em manifestação concreta de serviço por amor aos necessitados. Assim, em cooperação sob a intervenção divina conseguiremos servir todo mundo.


8. DEUS ENTREGA O MILAGRE PARA TODOS IGUALMENTE. Por isso, SIRVA COM A ESTRATÉGIA DA IGUALDADE, JUSTIÇA E MORDOMIA – “Mas ele disse aos seus discípulos: ‘Façam-nos sentar-se em grupos de cinqüenta’”. (Lucas 9:14). E ainda disse: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca”. (Jo 6:12b). Em primeiro lugar, Jesus criou um caminho estratégico para que o pão chegasse a mais de cinco mil pessoas. Em segundo lugar, Jesus promove uma nova forma de organização do povo: em vez de uma multidão de gente se acotovelando e competindo para pegar comida, Jesus forma uma reunião de cerca de duzentas e quarenta comunidades, compostas de cinqüenta pessoas cada. E além do mais, levou a multidão ao status de companheiro que compartilham e dividem o mesmo pão; e ainda cuidam e administram para que nada se perca a fim de compartilhar com os outros que não tem. Assim, só em comunidades de servos as pessoas podem ser alcançadas e alimentadas.

9. DEUS É DONO DE TUDO. Por isso, SIRVA COM GRATIDÃO E CONTENTAMENTO – “Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças...” (Jo 6:11). Ao invés de pedir a Deus um milagre, Jesus agradece a Deus pelo alimento que tem. Assim, aprendemos que quem sabe agradecer a Deus os recursos que tem, verá a multiplicação de Deus. È como se Cristo tivesse dito: “se foi isso que Deus mandou é porque isso é suficiente para fazer um banquete e saciar todo mundo. A gratidão revela o Deus provedor. E o serviço revela o Deus abençoador e solidário.

CONCLUSÃO:

•“Quem não serve para servir, não serve para viver”.
•“ Pregue o evangelho para todo o mundo, se for necessário use palavras” Francisco de Assis, monge medieval.
•“...O que adianta apontar o caminho e seguir outra direção, quando o mundo tenta nos enxergar, será que vê o que realmente somos? Pra falar de amor eu tenho que aprender a repartir o pão, chorar com os que choram, me alegrar com os que cantam senão ninguém vai ouvir....Pra fazer diferença não basta ser diferente. De que modo eu mudo a história? Com discurso ou com ação? ...O que você vê quando me vê? Se o mundo ainda é mau o culpado está diante do espelho...Pra que serve a luz que não acende?Não ilumina a escuridão.
•O verdadeiro sentido da vida está em viver no mundo à serviço do reino de deus a medida que sirvo a Deus e as pessoas.
•Servir é denunciar o erro e anunciar um projeto mais humano do Reino de Deus de se relacionar com o outro, com a natureza e com a sociedade.
•O serviço acontece como uma ponte que liga a palavra do evangelho pregada e a necessidade humana. E os nós, os discípulos de Cristo somos os construtores dessa ponte para transformar as vidas.

Fé demais fede mais

Toda fé religiosa tem o poder de nos conduzir a práticas muito distantes do comportamento de fé de Jesus. Neste sentido quero falar hoje que toda fé religiosa tenta reduzir Deus exclusivamente a um grande poder impessoal numa relação de contrato utilitarista.

Muitas vezes a fé religiosa “cristã” é equivalente a religiões afro-brasileiras. Exemplo: imagine um casal em processo de divórcio. A mulher tem um amante e quer se livrar do marido. E o marido quer a esposa de volta custe o que custar. Os dois procuram separadamente um cara que se diz “pastor” e um pai de santo para que possam realizar seus desejos. Tanto o “pastor” como o pai de santo fazem um contrato utilitarista de fé: faça um sacrifício para a divindade escolhida para receber o milagre isento de juízo de valor. Cada um faz o sacrifício no templo cristão entregando o dízimo e também faz o sacrifício numa encruzilhada com um despacho de macumba. Nestes dois casos, a fé é usada exclusivamente como instrumentalização e manipulação do poder divino. Tanto um pastor como um pai de santo podem, muitas vezes, “amarra” uma união amorosa, bem como desfazê-la, sem fazer juízo moral de valores. Eles são pagos pelo casal por seus serviços religiosos sem consultar a vontade moral de suas divindades. Assim, o pedido do casal e o serviço dos líderes religiosos demonstram a busca do poder divino solicitado independente da vontade de Deus.

Será que esse tipo de fé, que reduz Deus apenas a um grande poder impessoal, foi ensinada, usada e aprovada por Jesus? Jesus diria que isso é a fé idólatra, pois reduz Deus a categoria de “mais um deus” quando o relacionamento com Deus é reduzido a experimentar o poder de Deus sem consultar sua vontade sobre nossas vidas. Isso é atribuir a Deus um poder neutro, e, portanto, despersonalizá-lo de sua soberana e santa vontade moral sobre nós. Esta é a fé demais, além da justa medida de Jesus, e, portanto, é fora e extra-ordem do padrão bíblico. Jesus ensinou a orar pedindo que “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade (e não a minha), assim na terra como no céu”. (Mt 6:10). Jesus revela que Deus é pessoalmente santo e tem sua santa vontade absoluta estabelecida em sua Palavra para nós.

Outro exemplo de fé religiosa que busca exclusivamente o poder impessoal de Deus é o caso de um dos criminosos crucificados ao lado de Jesus. Ele queria a salvação sem o salvador quando insultava Jesus, dizendo: “Você não é o Cristo? Salve-se a se mesmo e a nós!” (Lc 23:39). Enfim, este queria a salvação (sair da cruz), mas não o Salvador e Senhor Jesus (que veio para morrer por nós na cruz para nossa salvação e ser Senhor de nossas vidas).

Em resumo, toda fé religiosa é idólatra porque busca somente os milagres, benção e poder de Deus sem o caráter da pessoa de Deus de milagres, benção e poder. A fé religiosa adora o poder divorciado da pessoa de Deus. A fé de Jesus busca formar discípulos que tem o caráter de Deus. A fé religiosa fede mais porque é fé demais.

Jairo Filho
Bacharel em Teologia e Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Imbituva

A fé transformadora

Voltando a falar sobre FÉ, quero abordar um aspecto que é muito esquecido ou não é levado em conta pela maioria dos que exercem alguma fé religiosa: A FÉ TEM O PODER DE NOS CONDUZIR Á PRÁTICAS DAQUILO QUE É MORALMENTE CORRETO E/OU INCORRETO.

Como é possível uma pessoa que tem fé religiosa praticar atos que sejam moralmente reprováveis? Podemos citar alguns: Sacrifício de crianças a uma divindade ou entidade espiritual; tentativas de exterminar etnias como atos de “purificar ou exterminar o mal”; o desprezo pela mulher fundamentado, em algumas culturas, na crença de que ela não tinha alma; a escravidão também foi justificada pela fé religiosa – o negro não tinha alma e ser negro era estar debaixo da maldição lançada sobre Caim, e a própria cor preta era a marca sobre os amaldiçoados. Na idade média, endossado até por alguns religiosos, era comum praticar um mal para justificar a tese de que “os fins justificam os meios”. Ainda hoje esta prática é absurdamente exercida - “os homens bombas” dos radicais islâmicos. Ainda podemos citar o “infanticídio” praticado por algumas tribos primitivas, e ainda hoje, entre algumas culturas indígenas no Brasil. Sem contar os absurdos nas chamadas “festas religiosas”, inclusive no Brasil, onde o religioso e o profano se misturam. De um lado, um líder religioso apela para os adeptos serem gente de bem e evitar o pecado; após os atos religiosos ou entre eles, é permitida na festa religiosa a bebida alcoólica à promiscuidade. No final, o que vale é o que se arrecada para a instituição religiosa. Também não podemos esquecer alguns que, dizendo ser “pastor evangélico”, afirmam que fazer uso da medicina é para quem não confia em Deus. Estes dizem que o “homem de fé autêntica” não precisa tomar remédio. Poderíamos citar outros atos e comportamentos absurdos em NOME DA FÉ RELIGIOSA, mas o espaço, aqui, não permite.

Os exemplos acima são evidências de como a fé religiosa pode ser extremamente perniciosa e maléfica. Como, então, podemos encontrar O TIPO DE FÉ que, além de ser benéfica para o próprio crente e aprovada por Deus, é A FÉ TRANFORMADORA PARA O BEM? A resposta é ao mesmo tempo simples e complexa. Simples, quando leio os Evangelhos e encontro uma declaração que afirma que “quem conhece Jesus, conhece a Deus”.(João 8.19). Ora, para eu ter o tipo de fé que é aprovada por Deus, que é viva e transformadora para o bem, SÓ PRECISO OLHAR PARA JESUS E PERGUNTAR SE TAL COMPORTAMENTO OU PRÁTICA É VISTO NA VIDA DELE. Jesus nunca apoiaria os absurdos cometidos em nome da fé religiosa. Assim, preciso aprender só de Jesus a ter a fé que transforma o coração segundo o poder de Deus. Nunca segundo a religião. Olhando para Ele, encontrarei o caminho que é a verdade de Deus que conduz à vida.

No próximo artigo, voltaremos a falar sobre este assunto e discutiremos as razões que fazem com que a fé religiosa possa tornar-se perniciosa e maléfica para quem crer e para quem não tem nada a ver com a dita fé religiosa.


Escrito pelo REV. JAIRO AMARAL –

Ele é meu pai, e Pastor na Igreja Presbiteriana de Prudentópolis-PR. É BACHAREL EM TEOLOGIA E PÓS-GRADUADO EM MINISTÉRIO PASTORAl.
E-MAIL- prjjairo@hotmail.com

10 dicas infalíveis para embaçar no trampo

1. Nunca caminhe sem um documento nas mãos

- Pessoas com documentos em uma das mãos parecem funcionários ocupadíssimos que se dirigem para reuniões importantes.
- As pessoas de mãos vazias parecem que estão se dirigindo para a cafeteria.
- As pessoas com um jornal nas mãos parecem que estão se dirigindo para o banheiro.
- Sobretudo, leve algum material para casa, isso causa a falsa impressão de que você trabalha mais horas do que você costuma trabalhar.

2. Use o computador para parecer ocupado

- Quando você usa um computador, parece que você está 'trabalhando' para quem observa ocasionalmente. Você pode emitir e receber e-mail pessoal, ficar no bate papo ou ter uma explosão sem que isso tenha alguma coisa a ver com trabalho.

3. Mesa bagunçada

- Quando sua mesa está bagunçada parece que você está trabalhando duramente.
- Construa pilhas enormes de documentos em torno de seu espaço de trabalho.
- Ao observador, o trabalho do ano passado parece o mesmo que o trabalho de hoje; é o volume que conta. Se você souber que alguém está vindo à sua sala, finja que está procurando algum papel.

4. O correio de voz

- Nunca responda a seu telefone se você tiver o correio de voz. As pessoas não te ligam para te dar nada além de mais trabalho.
- Selecione todas suas chamadas através do correio de voz.
- Se alguém deixar uma mensagem do correio de voz para você e se for para trabalho, responda durante a hora do almoço quando você sabe que eles não estão lá.

5. Pareça impaciente e irritado.

- Você deve estar sempre parecendo impaciente e irritado, para dar ao seu chefe a impressão de que você está realmente ocupado.

6. Sempre vá embora tarde

- Sempre deixe o escritório mais tarde, especialmente se o seu chefe estiver por perto.
- Sempre passe na frente da sala do seu chefe quando estiver indo embora.
- Escreva e-mails importantes bem tarde (por exemplo 21:35, 6:00, etc...) e durante feriados e finais de semana.

7. Reclame sozinho

- Fale sozinho quando tiver muita gente por perto, dando a impressão de que você está sob pressão extrema.

8. Estratégia de empilhamento.

- Empilhar documentos em cima da mesa não é o bastante.
- Ponha vários livros no chão. (os manuais grossos do computador são melhores ainda)

9. Construa um vocabulário.

- Procure no dicionário palavras difíceis. Construa frases e use-as quando estiver conversando com o seu chefe. Lembre-se: ele não tem que entender o que você diz, desde que o que você diga dê a entender de que você está certo.

10. O MAIS IMPORTANTE:

- Não deixe seu chefe ler esta lista. =)