Assista o Big Brother Brasil


Assista o BBB e aprenda que a vida é um jogo e uma guerra; e que as pessoas com quem convivemos não passam de nossos inimigos e adversários.

Assista o BBB e aprenda que 1 milhão de reais vale mais do que um bom relacionamento com as pessoas. Se a vida é uma competição e o prêmio é muito dinheiro, então se apresse para aprender a arte da guerra contra o próximo no BBB. Assim, o próximo é considerado apenas um trampolim utilitário para se ganhar muito dinheiro.

Assista o BBB e, inconscientemente, você sairá da sua casa e da sua vida real para entrar e morar na casa mais famosa do Brasil. Você perceberá que perderá o caráter para ter vida dupla, duas caras, duas máscaras em frente às câmeras da reputação social. Essa é a diferença entre assistir filme e BBB: Há filmes que você não passa de telespectador passivo. Já no BBB, como há interatividade, você é mais um na casa. E este é o grande perigo.

Assista o BBB e será despertado ódio por pessoas que você nunca teve um relacionamento pessoal. Então, você vai perceber que estará avaliando a pessoa, não pela transparência do caráter, mas pela aparência da imagem da reputação de um “reality show” de falsidade. Já percebeu os critérios que você usa para julgar e colocar as pessoas no paredão e excluí-las da sua vida?

Assista o BBB e perceba como você gasta muito dinheiro com ligações para participar diretamente da casa e excluir quem você não gosta. Por que você não usa esse dinheiro para ajudar alguém e/ou consagrar para a obra de Deus? Você já percebeu que a ligação é para expulsar alguém da casa? Percebeu que a ligação é uma arma de guerra contra quem você quer matar? Percebeu que o BBB te torna, no coração, um homicida virtual e midiático? Percebeu que você aprenderá a colocar as pessoas no paredão de execução quando você não gostar mais delas?(Des)ligue-se de alguém para matá-lo. Esse é o lema do BBB. Quer aprender? Então ligue. E assim faça um chacina no paredão de execuções.

Assista o BBB e perceba que a tua torcida sempre dá mais audiência para quem é mais safado, vingativo, traidor, malandro, dissimulador, mesquinho, egoísta, bêbado, erótico-sensual.

Assista o BBB e perceba que todos os jogos fabricam um ambiente de partidarismo, panelinha, fofoca, traição, guerrilha, armadilha, manipulação, bajulação, ciúmes, ira, ambição egoísta, discórdia, inimizade, rivalidades, inveja, glutonaria, orgias; enfim, um ambiente perfeito para as obras da carne (Gl 5:19 – 21).

Assista o BBB e você não vai encontrar amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio (Gl 5:22 – 26); pois o fruto do Espírito de Jesus não dá pontos no Ibope. Você acha que Jesus participaria e/ou assistiria todos os dias o BBB?

Assista o BBB todos os dias e pergunte a si mesmo: Por que o BBB me atrai tanto? Por que priorizo na minha agenda assistir o BBB e não reservo o mesmo tanto de tempo para orar e ler a Bíblia? Por que dou mais audiência a brigas, discórdias, vingança e barracos no BBB do que uma boa conversar de amor, perdão e comunhão com a família e amigos? Por que prefiro escutar as mensagens de intrigas, traição, bajulação e vingança do que cultuar a Deus na igreja com meus irmãos? Acredito que o BBB revela a natureza pecaminosa do ser humano. E além de revelar, o BBB desperta, incentiva e aprova o pecado.

Assista o BBB e, inconscientemente, transfira tudo o que você aprendeu para sua casa, trabalho e igreja. E desse jeito você fará uma grande guerra. É assim que você quer conviver com as pessoas?

Enfim: Assista o BBB e transforme sua televisão no vaso sanitário da Globo que descarrega toda diarréia do Diabo na sua casa, mente e nos seus relacionamentos.

Pense nisso!

Em Cristo, que nos fez irmãos pelo alto preço do seu sangue derramado na cruz e não "Big Brothers" que derramam o sangue um do outro para ganhar a todo custo um milhão de reais.

Jairo Filho

Um mês para viver

Imagine: O que você faria se tivesse apenas mais um mês de vida? Considerando que você tivesse as últimas doses de saúde por apenas um mês antes de partir, como você faria a despedida da tua vida?

A maioria responde que aproveitará seus últimos dias de vida desfrutando de todo tipo de prazer, como compras, sexo, viagens, degustando deliciosas refeições, experimentando a realização de sonhos e etc. Outros buscam ficar o máximo de tempo com a família e amigos para amá-los e acertar as contas com alguns erros do passado. Alguns outros caem em desespero e apressam a chegada da morte enterrados no túmulo da depressão. Já outros, continuam fazendo e (sobre)vivendo do mesmo jeito, sem mudar absolutamente nada em sua rotina existencial esperando a chegada da bem-vinda morte.

Muitos, quando escutam essa pergunta, se sentem jogados contra a parede. Porque essa pergunta parece ser fatalista, mas na verdade nos lembra que o relógio da vida passa rápido demais e que a vida é “como uma névoa que aparece por pouco tempo e logo se dissipa” (Tg 4:14b). Não importa quem você seja, a mortalidade nos nivela por baixo. Porque não podemos negar que a vida é finita, limitada, frágil e vulnerável diante da existência. Por mais lógico que seja, só basta estar vivo para morrer a qualquer momento. E isso é fato comprovado, porque a morte não avisa quando chegará.

Por outro lado, como disse Alan Sachs “A morte é mais universal que a vida; todo mundo morre, mas nem todo mundo vive.” Dessa forma, se soubéssemos que temos apenas mais um mês de vida, acredito que viveríamos de maneira diferente. Saber que temos um mês de vida nos faz pensar sobre o sentido da nossa vida. Harold Kushner acertadamente disse que “o medo de morrer, de nossa vida chegar ao fim não tira tanto o sono quanto o medo que atinge a todos de que talvez não tenhamos vivido”. Penso que a maior tragédia da existência é olhar sua vida no retrovisor e perceber que viveu sem sentido nem propósito.

Por isso, acredito que essa é a hora para pensar sobre como temos vivido. Assim, venho convidar você para participar conosco da série de mensagens bíblicas: “UM MÊS PARA VIVER”. Vamos aprender com Jesus como viver bem com mensagens todos os domingo e quintas-feiras a partir de 04 de janeiro de 2009 às 20:00H. Acredito que Deus vai falar muito com você. E você aprenderá pistas de como viver com qualidade de vida do útero à sepultura. Espero que no final dessa série de mensagens, você não tenha mais medo de morrer nem de viver.
Venha receber a vida em abundância que Jesus prometeu e viva com qualidade de vida em 2009.

Em Cristo, a vida em abundância de graça.

Jairo Filho

A importância de um elogio

O marido nu, olha-se no espelho e diz para a esposa:

- Estou tão feio, gordo, broxa, acabado! Preciso de um elogio...

E a esposa responde:

- Sua visão está ótima, querido

Qual a mensagem dessa foto-grafia?



O Retorno do Filho Pródigo - Obra de Rembrandt.

Leia Lucas 15, olhe para esse quadro e volte-se para Deus.

Qual a mensagem dessa foto-grafia?



Desmascare-se

Quem você é quando ninguém está olhando?

O que você faz, não faz ou desfaz quando está sozinho?

Esta é a nossa escola dominical...

"Essa é a nossa escola
A escola dominical;
essa é a nossa escola
A escola sem igual;
Escola sem igual que faz bem a muita gente;
Quem não vem à essa escola com certeza esta doente;
Com certeza está doente ou estava trabalhando;
Quem trabalha nesse dia do senhor está roubando;
Do senhor está roubando quem aqui chega atrasado;
O seu nome fica ausente e ele fica envergonhado;
Ele fica envergonhado por não saber a lição;
Professor faz a pergunta ele diz: eu não sei não!
Não sei não..não sei não ..(2x)
Professor faz a pergunta ele diz: eu não sei não!”


Essa é a letra de uma música que eu cantava quando criança todo domingo antes da divisão de salas na EBD.

Que letra terrível né?

Quem trabalha no domingo é ladrão? Rouba do Senhor?

A pergunta que o professor faz da lição é para envergonhar o aluno?

Quem é o aluno hoje que fica envergonhado por não saber a lição?

Então quer dizer que o medo de ficar envergonhado é o maior motivo de não chegar na EBD atrasado?

Essa música parece mais uma "zueira" com aqueles que chegam atrasado.

Imagina essa música sendo cantada com o dedo indicador apontado na cara daqueles que são obrigados a trabalhar no domingo e/ou aqueles que chegaram atrasados na EBD.

Imaginou?

Sentiu-se culpado?

Pronto.

Esse é o objetivo da música: Criar evangélicos cheio de complexo de culpa em relação a EBD.

Vamos pensar sobre as motivações que nos levam a igreja, culto, EBD.

Em Cristo, que me livrou de ir a EBD pela culpa para ir a EBD pela graça.

Jairo Filho

Fé e Obras



Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;não vem de obras, para que ninguém se orgulhe. Pois fomos feitos por ele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, previamente preparadas por Deus para que andássemos nelas. Efésios 2:8-10 (Versão Almeida século 21)

Meus irmãos, que vantagem há se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiverem necessitados de roupas e do alimento de cada dia, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos, e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que vantagem há nisso? Assim também a fé por si mesma é morta, se não tiver obras. Tiago 2:14-17 (Versão Almeida século 21)

Repito e tornarei sempre a repetir quando for necessário: A Religião ensina que devemos fazer boas obras para ser salvo. Mas o evangelho ensina que somos salvos pela graça para fazermos boas obras que evidenciam nossa salvação.

Infelizmente isso não tem sido entendido pelos evangélicos. De um lado, temos aqueles religiosos extremados: Fazem muitas boas obras de caridade na esperança de serem perdoados de seus pecados e garantirem seu terreno no paraíso eterno. E de outro lado, aqueles que dizem que são salvos pela graça, mas não fazem nada para evidenciarem sua salvação, regeneração, conversão e que são discípulos de Cristo para o mundo.

Os dois textos citados são claros e acabam com esses extremos da religião: Pela graça somos salvos; e por isso, fomos criados em Cristo Jesus para fazer boas obras. Sendo assim, aquele que diz ter fé e não a evidencia pelas suas boas obras, essa fé está morta. Este nunca foi salvo. E aquele que diz que contribui para comprar a salvação, anula a graça da cruz de Cristo, nunca foi salvo de si mesmo nem contribui com generosidade incondicional; mas sim, faz doações com segundas intenções, a saber, ganhar créditos no céu para ser salvo.

Aplicando esses textos a tudo o que estamos sabendo sobre a tragédia no estado de Santa Catarina, não podemos cruzar os braços na inércia, exclusivamente dobrar os nossos joelhos e orar com fé, despedindo nossos irmãos alagados dizendo: “Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos”. Nem muito menos podemos dizer: “Vamos todos fazer caridade para que Deus no dê sua vida eterna”. Nem muito menos jogar esse sofrimento humano para a “espiritosfera” e fabricar uma batalha espiritual ilusória, dando gritos de ordem contra os demônios das tempestades, nem soltar verbos imperativos aos quatro ventos contra o demônio dos alagamentos. Não podemos fazer isso de braços cruzados, como sublimação dos demônios da indiferença que estão possuindo o coração de muitos religiosos evangélico que preferem subir nos trio-elétricos na marcha ré do evangelho e soltar suas vozes nos púlpitos e palcos dos shows gospel a estender a mão e levantar os caídos e desesperados de Santa Catarina. Acredito que tem muitos evangélicos dizendo uma coisa ou outra; ou todas elas.

Também, essa não é a hora de fazer uma teodisséia acerca das chuvas, alagamentos, desabamentos, desabrigados e mortes. Fazendo uma teodisséia ou não, o sofrimento humano estará sempre inserido em nosso planeta. Essa não é a hora de ficar na arquibancada analisando o que acontece no campo alagado da vida, nem se esconder nas salas de ar-condicionado escrevendo sobre tragédias, nem muito menos ser inflamado pela verborragia hipócrita do discurso do “faça o que digo, mas não faça o que faço”.

Na verdade, essa é a hora de enxergarmos Jesus no rosto do oprimido e encorajá-lo, na vida do desabrigado e acolhê-lo, naquele que está nú e vestí-lo, nos que tem fome e alimentá-los; enfim, servir às pessoas servindo a Cristo, para que “assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está no céu.” Mt 5:16.

A comunidade cristã onde convivo já arregaçou as mangas e está contribuindo com os nossos irmãos de Santa Catarina. Espero que a motivação da contribuição não seja para merecer a salvação nem para criar um ringue de competições e comparações para saber quem dá mais no leilão da justiça própria; mas sim, doar porque já somos salvos pela graça; e por isso, somos chamados para contribuir pela graça de Deus com os necessitados.

Em Cristo, que nos ensinou a graça de doar doando

Jairo Filho

"Faça por merecer"


Esta é a última frase dita, antes de morrer, pelo capitão John Miller (Tom Hanks) para o James Ryan (Matt Damon) no final do filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Este filme retrata uma história da segunda guerra mundial: Após a invasão dos aliados à praia de Ohama na França, acontece a maior batalha da segunda guerra mundial que marca o famoso “Dia D”. O pelotão do capitão John Miller é quase extinto no “Dia D”, restando apenas alguns poucos soldados. Nesse momento um dos generais do exército estadunidense e o presidente do país, recebem a notícia de que 3 de 4 irmãos da família Ryan, filhos de uma viúva solitária, foram mortos durante a Guerra. Apenas um filho estava vivo, mas não se sabe onde ele está.

Com isso, o capitão John Miller recebe a missão de resgatar o último soldado Ryan em troca do direito de seu pelotão voltar para casa. Durante a procura pelo soldado Ryan, muitos soldados do pelotão morrem. E assim, começa uma discussão entre os soldados, se vale a pena sacrificar todo o pelotão por um soldado desconhecido. Durante uma conversa entre os soldados, o capitão Miller diz mais ou menos assim: “Espero que esse Ryan seja um bom soldado e invente a cura para o câncer, para valer a pena o sacrifício do resgate”.

Na parte final do filme, o capitão Miller, encontra e conhece o tal soldado Ryan. O Capitão percebe que ele é um bom e fiel soldado. E por isso, decide protegê-lo contra um iminente ataque dos nazistas a uma ponte guardada pelos aliados. Durante esse ataque, o capitão Miller é baleado um pouco antes do fim dessa batalha. Quase morrendo, o capitão Miller balbucia no ouvido do Ryan suas últimas palavras antes de morrer: “Faça por merecer”.

Essa última frase é levada pelo Ryan por toda a sua vida. O filme mostra o Ryan já idoso, com esposa, filhos e netos o acompanhando ao cemitério para homenagear os soldados mortos. Em frente ao túmulo do capitão Miller, o Ryan diz mais ou menos assim: “Eu tentei ser o melhor homem durante toda a minha vida. Tentei fazer por merecer o seu sacrifício de me resgatar”. Com muitas lágrimas, o Ryan, cheio de aflição, insegurança e desespero, diz repetidamente a sua esposa: “Diga que eu fui um bom homem.” Ele precisava de uma aprovação da esposa para lhes aliviar a dor da consciência de que devia sua vida ao seu salvador, o capitão Miller; e ainda, não tinha certeza se tinha conseguido pagar a salvação, fazendo por merecer o resgate recebido.

Percebo que esse soldado Ryan carregou dentro de si, durante toda a sua vida, uma dívida impagável e uma responsabilidade nervosa e cheia de culpa de fazer por merecer o resgate recebido sendo um bom homem. Ou seja, o capitão Miller salvou o soldado Ryan para que ele pudesse pagar o resgate sendo um bom homem. Mas é possível pagar a salvação?

Esse filme pode ser uma ótima ilustração que retrata exatamente a religiosidade cristã evangélica brasileira. Os evangélicos recebem a salvação de Deus e passam sua vida inteira tentando quitar a dívida com suas boas obras de justiça própria. Passam sua vida imaginando que Cristo disse antes de morrer: “Faça por merecer meu sacrifício por vocês. Faça por merecer a salvação”.

Dessa forma, é importante afirmar que toda religião ensina: obedeça para ser salvo. Ou seja, obedeça para receber a salvação. Isso é a teologia do mérito da religiosidade: Faça algo para Deus ou para o próximo para merecer a salvação e/ou as bênçãos de Deus. Assim, o religioso vive fazendo sacrifícios para comprar, conquistar, adquirir e ganhar a salvação de Cristo como retribuição e/ou prêmio merecido.

Quem vive assim, corre, pelo menos, 7 perigos e muitas conseqüências:

1. Obedecer a Deus em forma de contrato utilitarista: Cria um acordo com Deus: Só obedece a Deus para cumprir sua parte e espera que Deus cumpra a dele. Assim, faz sua parte (obediência) e espera a retribuição (a salvação/bênção). E quando Deus não cumpre sua parte no contrato, ameaça Deus de abandoná-lo, ou realmente o abandona por que Deus não tem mais utilidade. Ou seja, obedece a Deus enquanto há vantagem.

2. Obedecer a Deus com expectativa de premiação e retribuição: Obedece sempre esperando elogio, aplauso, promoção, benção, milagres, recompensa, retribuição. Tem um relacionamento de barganha, negócio, troca, de toma lá, dá cá, bumerangue. Ou seja, a obediência compra a recompensa e passa ser uma ferramenta e moeda de troca, compra, manipulação e bajulação. Sendo assim, você é capaz de obedecer a Deus quando ninguém está olhando? Você seria capaz de obedecer a Deus mesmo sabendo que não irá ganhar nada?

3. Obedecer a Deus de forma mecânica: Quem obedece esperando receber prêmio de Deus, com o passar do tempo, obedece sem amor, alegria, liberdade e espontaneidade. A obediência é feita sem nenhum afeto e amor para com Deus; mas sim, com a intenção e motivação de ganhar vantagens na relação de troca com Deus. Assim, o desejo pela pessoa e amor de Deus é trocado pela satisfação dos desejos gulosos pelo que o poder de Deus pode dar na troca. O resultado disso é uma fé fria, cultos mortos, vãs repetições litúrgicas, ministérios feitos para aliviar o peso da consciência religiosa, devocionais cheio de rotina, orações decoradas, leituras bíblicas mecânicas etc.

4. Obedecer a Deus por medo de seu castigo: Imagino que se não tivesse inferno ou castigo, muitas pessoas não obedeceriam a Deus. Isso nos leva a pensar que a maior motivação para obedecer a Deus é o medo de Deus e seu castigo. Por isso, quando alguém comete algum pecado (real ou imaginário) imagina que Deus irá castigá-lo e mandá-lo para o fogo do inferno, porque Deus não o ama mais por causa do pecado cometido. Assim, com tanto medo do castigo de Deus, parece que a única saída para uma vida sem dor é a obediência por medo.

5. Obedecer a Deus por complexo de culpa: Aquele que peca por algum motivo, fica se sentindo culpado, ou quando a obediência não gera benção, pensa que fez algo de errado. Assim, carrega dentro de si, durante toda a sua vida, uma dívida impagável e uma obrigação de penitência para se livrar do castigo e pedir perdão. Por isso que existe tanto religioso cheio de complexo de culpa imaginária e fabricada pelos dogmas da religiosidade, vivendo com medo, nervoso, perturbado, condenado pelas grades do passado, apedrejado pela lei, acorrentado pelo perfeccionismo espiritual e cheio de feridas na alma.

6. Obedecer a Deus motivado por orgulho e exigência de direitos: Se aquele que peca fica com medo de Deus e cheio de culpa, então aquele que obedece fica cheio de orgulho por ter feito sua parte no contrato e cheio de direitos diante de Deus, chegando até mesmo a dar ordens reivindicando que Deus faça sua parte no contrato e determinando o agir de Deus.


7. Obedecer a Deus para ser senhor e salvador de si mesmo: Assim, o coração cheio de obediência pelas obras da justiça própria anula o sacrifício da cruz. Ou seja, o sacrifício humano de obedecer a Deus para merecer a salvação, torna inútil e inválido o sacrifício da cruz de Cristo. E assim, a salvação pelas obras faz sermos senhor e salvador de nossa própria vida. Ou seja, aquele que obedece para ser salvo nem precisa da obra da cruz para salvação. Ele é salvador e senhor de si próprio, uma vez que o sacrifício da obediência e da penitência foram feitos por ele mesmo para conquistar sua própria salvação. Dessa forma, nem precisa de ter fé em Cristo; é só exercer auto-ajuda para salvação, porque tem-se fé em si mesmo. E assim, surge a ego-latria, o culto a si mesmo.

Pense nisso!

Em Cristo, que nos salvou de nós mesmos

Jairo Filho

O alto executivo e o frentista do posto de gasolina

Thomas Wheeler, alto executivo de uma multinacional, viajava com sua mulher por uma estrada quando notou que o carro estava com pouca gasolina.

Ele parou num posto e pediu ao único atendente que enchesse o tanque e verificasse o óleo enquanto ele dava uma volta para esticar as pernas.

Voltando ao carro, percebeu que o frentista e sua mulher estavam num papo animado. A conversa parou enquanto Wheeler pagava pela gasolina. Mas, ao retornar ao carro, ele viu o rapaz acenar e dizer:

- Foi ótimo falar com você!

Ao sair do posto o marido perguntou à mulher se ela conhecia o atendente. Imediatamente ela admitiu que sim. Tinham freqüentado a mesma escola e ela o namorara por cerca de um ano.

- Puxa, você teve sorte de eu ter aparecido! - Wheeler se vangloriou. - Se tivesse casado com ele, seria agora a esposa de um frentista de posto de gasolina em vez de ser esposa de um alto executivo!!...

- Meu querido... - respondeu a mulher - Se eu tivesse me casado com ele, ele seria o alto executivo e você, o frentista do posto de gasolina.

Quem fica com o filho?

Em um julgamento de divórcio, o casal briga pela guarda do único filho.

A mãe, muito emocionada, tenta se defender:

- Meretíssimo Juiz... Esta criança foi gerada dentro de mim.... Carreguei ela durante nove meses... Ela saiu do meu ventre... eu mereço ficar com ela!

O juiz, emocionado e quase convencido, passa a palavra para o marido, um engenheiro que resolve usar o seu lado lógico:

- Senhor Juiz, tenho apenas uma pergunta: Quando coloco uma moeda em uma máquina de refrigerantes, a latinha que sai é minha ou da máquina?

Qual a mensagem dessa foto-grafia?



Falar demais, escutar de menos

"Lembrem disto, meus queridos irmãos: cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e ficar com raiva." (Tg 1:19 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Pense nisso!

Em Cristo,que teve domínio próprio.

Jairo Filho

A grande omissão

Era uma vez uma ilha paradisíaca rodeada por um mar bravo e perigoso; habitada por uma vila de pescadores.

Conta-se que estes pescadores eram bons trabalhadores, amigos uns dos outros, conservavam um caráter impecável, valorizavam e preservavam a natureza e a vida em comunidade.

Tudo corria muito normal, até que em um dia pacato, surge uma notícia urgente que abalou a rotina dos pescadores:

- "Aconteceu um naufrágio! Aconteceu um naufrágio! Tem muita gente ferida se afogando. Vamos ajudá-los". Gritou um pescador desesperado.

Sem pestanejar, todos os pescadores unidos foram ajudar os sobreviventes daquele terrível naufrágio engolidos pelo mar bravo daquela ilha.

No fim das contas, aqueles simples nativos se transformaram em heróis ao pescarem os feridos e afogados com muito sucesso. Após esse salvamento, os pescadores reconheceram que sua missão na vida era de resgatar náufragos daquele mar perigoso.

Então, os pescadores se reuniram e resolveram se preparar e se organizar melhor para um outro possível naufrágio.

E foi isto mesmo que aconteceu: um outro naufrágio apareceu. E os pescadores, agora de plantão, preparados e organizados, se lançam ao mar para pescar as pessoas engolidas pelas ondas. Com muito mais rapidez e eficiência, o resgate é feito com muito mais sucesso do que o anterior. E esse resultado contagia todos os pescadores com muita alegria, pois confirma mais ainda a missão que eles receberam da vida.

Animados com o sucesso dos resgates que fizeram, os pescadores decidem construir uma casa que servirá de pronto socorro e escola para treinar novos pescadores salva-vidas. E assim, eles fazem uma arrecadação mensal para cobrir as despesas da construção e manutenção dessa casa de salvação.

Depois de algum tempo, a casa de salvação está pronta. Chega o dia da inauguração. Quando todos estavam apostos para cortar a faixa inaugural, surge, de repente, a notícia de mais um naufrágio.

O desespero e a indecisão tomam conta de todos. O desespero pela emergência do resgate e a indecisão para saber se continuam ou não com a inauguração. Diante desse impasse, uns decidem continuar a tão esperada inauguração para depois fazer o resgate. E assim, demoram tanto para entrarem no mar que a salvação dos náufragos não tem o mesmo sucesso que as anteriores. Apesar do resgate ter sido feito, alguns náufragos chegam à praia com muitos ferimentos graves, e, como conseqüência da demora do resgate, morrem agonizando de dor nas areias da ilha.

Esse episódio comove muitos pescadores. Como conseqüência disso, é feita uma reunião para apurar os culpados pela omissão do resgate.

Após a apuração dos fatos, bem no fim da reunião, fica decidido sobre a necessidade de eleger uma diretoria da missão dos pescadores para tomar as medidas cabíveis diante de importantes decisões.

Para a felicidade de todos, no outro dia, os pescadores se reúnem mais uma vez para a eleição da diretoria da missão. E no fim desse mesmo dia, a diretoria é eleita com uma grande festa numa balada que dura a noite inteira.

Como parte do primeiro mandato, o presidente da missão e toda a diretoria fazem um novo programa de treinamento e capacitação para novos pescadores. Eles promovem conferências e congressos, criam mais departamentos de finanças, reformam a casa da salvação construindo mais salas, gastam muito dinheiro comprando ar-condicionado, mesas e cadeiras confortáveis, computadores sofisticados de ultima geração, muito material supérfulo para escritório, gastam muito tempo em reuniões criando um regimento interno complexo e legalista, e promovem mensalmente festas comemorativas de confraternização dos funcionários.

Certo dia, em uma determinada reunião burocrática da instituição, os pescadores-executivos receberam mais uma notícia de um naufrágio. Quando souberam do naufrágio, a diretoria decidiu que seria muito arriscado entrar no mar naquela hora. O secretário de obras tomou a palavra e se desculpou dizendo que a casa da salvação estava muito limpa e organizada e as pessoas feridas iriam sujar tudo. Se a casa da salvação receber gente imunda vai acabar com os planos de fazer uma nova plástica e lipo nas paredes novas da casa. O escrivão se justificou dizendo que era necessário ter ordem no processo de entrada dos náufragos na vila; e, naquele momento, já tinha passado seu expediente de trabalho.

Além disso, enquanto acontecia o naufrágio, toda a equipe de resgate estava dispersa ocupada no vício do ócio burocrático das desculpas. Os profissionais de saúde estavam de braços cruzados se preparando para a festa de logo mais a noite. Os salva-vidas estavam fazendo natação e musculação a fim de aprimorar seus músculos no espelho narcisista. Os pilotos dos barcos estavam brincando de desmontar o motor do barco, enquanto os motoristas das ambulâncias estavam no lava-jato numa competição de limpeza. Os alunos do treinamento de salva-vidas estavam na biblioteca fazendo uma pesquisa para a sua tese de final de curso. E os demais voluntários do resgate estavam desocupados experimentando a melhor fantasia para a festa de logo mais.

Enfim, a história termina com o mais trágico naufrágio de todos os tempos. Os feridos que conseguiram chegar à praia morreram agonizando de dor à espera de socorro. No fim de tudo, ninguém sobreviveu.

Aqueles simples pescadores, amantes do mar e da vida, trocaram o barco, os remos e as redes, pela burocracia dos papéis inúteis da institucionalização.

A casa da salvação se transformou na casa da omissão.

Qualquer semelhança com a igreja evangélica não é mera coincidência.


Em Cristo, que resgatou homens pecadores para torná-los pescadores de homens.

Jairo Filho.

A banda do bando de Jesus

Prezado Senhor Nazareno,

Obrigado por enviar-nos o “curriculum vitae”, o “histórico escolar e familiar” e o resultado do “teste psicoténico” dos 12 candidatos a componentes da banda do Messias.

Depois de uma investigação minunciosa, segundo os padrões de sucesso do mercado gospel, informamos que este bando de candidatos está absolutamente inapto a tocar no som do céu para o Cristo.

Nossos testes ofereceram os seguintes resultados: O vocalista principal Simão Pedro é emocionalmente instável e sujeito às explosões intempestivas de um temperamento descontroladamente colérico. Quando pressionado, nega que é músico da banda que faz parte para aceitar propostas de produtoras musicais de todo mundo. É extremamente curioso, pragmático, impaciente, ativista, incrédulo, covarde, atrevido, não tem vocação musical nem sabe trabalhar em equipe.

Os dois irmãos backing vocal, Tiago e João, são egoístas a ponto de colocarem sempre interesse de fama, sucesso e poder acima da lealdade e serviço a banda. Sempre faltam aos ensaios para buscarem a glória para si. E nem se importam com o restante da banda. Além disso, o violonista André não tem nenhuma qualidade de liderança, pois falta muito iniciativa de sua parte para empreender composições musicais e turnês para a banda.

Tomé, sempre está para baixo com seu baixo de 6 cordas. Demonstra pessimismo, dúvida, incredulidade, incerteza que contagia e abala sempre o restante da banda. E não faz nenhum esforço para acreditar na banda, uma vez que só acredita que a banda pode lançar um CD quando seus ouvidos escutarem as músicas gravadas no CD.

Mateus, o baterista, é um consumista de primeira. Ele tem extrema dificuldade em administrar suas finanças, a tal ponto que está com seu nome no SPC. Além disso, soubemos que ele se corrompe facilmente por um punhado de adulação e dinheiro. E é muito mal falado na cidade pelos religiosos. Assim, fica difícil colocar ele na banda e na capa do CD. Ele está sendo caçado por corrupção no banco que trabalhava.

Tiago, filho de Alfeu, e também Tadeu, que são os guitarristas, tem definitivamente inclinações racistas radicais e ambos atingiram uma marca elevada na escala maníaco-depressíva. Gostam de ficar no quarto ouvindo músicas melancólicas e sempre estão andando na periferia da banda. Se entrarem para a banda, poderão faltar a ensaios e shows por causa de uma depressãozinha de nada ou por preconceito com relação ao público que poderão se apresentar. Com certeza o astral da banda vai ser abalado com a chegada deles.

Em relação aos outros candidatos, não sabemos muito acerca deles. Eles são como um zero a esquerda, se escondem no anonimato, fogem dos holofotes da mídia, não tem nenhuma informação de destaque em seu currículum e não sabemos nada de suas origens familiares; enfim, quase ninguém os conhece. Assim, é prudente não aceitar desconhecidos na banda.

Mas, existe um único candidato que, ao nosso ver, tem condições de entrar para a banda do bando de Jesus. Ele é um músico extremamente capacitado. Ele tem muito contato com políticos, líderes religiosos, celebridades, agentes publicitários, diretores de TV e gravadoras famosas. Além disso, ele tem um gênio político muito forte, sabe se relacionar bem com todas as crenças, conserva um espírito empreendedor, e é um ambicioso de mão cheia. O nome dele é Judas. Ele é o único que poderia ser da banda do Messias. Contrate-o. Ele é um bom negócio e um ótimo investimento.

Agradecidos pela atenção,
Consultoria de Recursos Humanos gospel da Judéia.


Será que Jesus aceitaria uma consultoria como essa? Pense nisso!

Em Cristo, que não vê a aparência da cara, mas a transparência do coração para transformá-lo.

Jairo Filho

Qual a mensagem dessa foto-grafia?




A vida como ela é...

Tudo é ilusão, inútil, vaidade...é como perseguir o vento.

No fim das contas, a busca pelo sucesso de uma vida inteira é como o hálito que sai da boca; logo desaparece.

A vida é assim...é a vida como ela é

Olhe bem para esta foto e leia o livro de Eclesiastes.

E depois tire suas conclusões sobre a vida

Pense nisso. E durma com esse barulho.

Em Cristo, o sentido da minha vida.

Jairo Filho

Qual a mensagem dessa foto-grafia?



GERAÇÃO MÚLTIPLA ESCOLHA

Qual é a sua geração?

Qual é a sua escolha?

Você tem escolha?

Você é livre para escolher?

Quais os critérios para suas escolhas?

Quais as conseqüências de suas escolhas?