Thomas Wheeler, alto executivo de uma multinacional, viajava com sua mulher por uma estrada quando notou que o carro estava com pouca gasolina.
Ele parou num posto e pediu ao único atendente que enchesse o tanque e verificasse o óleo enquanto ele dava uma volta para esticar as pernas.
Voltando ao carro, percebeu que o frentista e sua mulher estavam num papo animado. A conversa parou enquanto Wheeler pagava pela gasolina. Mas, ao retornar ao carro, ele viu o rapaz acenar e dizer:
- Foi ótimo falar com você!
Ao sair do posto o marido perguntou à mulher se ela conhecia o atendente. Imediatamente ela admitiu que sim. Tinham freqüentado a mesma escola e ela o namorara por cerca de um ano.
- Puxa, você teve sorte de eu ter aparecido! - Wheeler se vangloriou. - Se tivesse casado com ele, seria agora a esposa de um frentista de posto de gasolina em vez de ser esposa de um alto executivo!!...
- Meu querido... - respondeu a mulher - Se eu tivesse me casado com ele, ele seria o alto executivo e você, o frentista do posto de gasolina.
Quem fica com o filho?
Em um julgamento de divórcio, o casal briga pela guarda do único filho.
A mãe, muito emocionada, tenta se defender:
- Meretíssimo Juiz... Esta criança foi gerada dentro de mim.... Carreguei ela durante nove meses... Ela saiu do meu ventre... eu mereço ficar com ela!
O juiz, emocionado e quase convencido, passa a palavra para o marido, um engenheiro que resolve usar o seu lado lógico:
- Senhor Juiz, tenho apenas uma pergunta: Quando coloco uma moeda em uma máquina de refrigerantes, a latinha que sai é minha ou da máquina?
A mãe, muito emocionada, tenta se defender:
- Meretíssimo Juiz... Esta criança foi gerada dentro de mim.... Carreguei ela durante nove meses... Ela saiu do meu ventre... eu mereço ficar com ela!
O juiz, emocionado e quase convencido, passa a palavra para o marido, um engenheiro que resolve usar o seu lado lógico:
- Senhor Juiz, tenho apenas uma pergunta: Quando coloco uma moeda em uma máquina de refrigerantes, a latinha que sai é minha ou da máquina?
Qual a mensagem dessa foto-grafia?
A grande omissão
Era uma vez uma ilha paradisíaca rodeada por um mar bravo e perigoso; habitada por uma vila de pescadores.
Conta-se que estes pescadores eram bons trabalhadores, amigos uns dos outros, conservavam um caráter impecável, valorizavam e preservavam a natureza e a vida em comunidade.
Tudo corria muito normal, até que em um dia pacato, surge uma notícia urgente que abalou a rotina dos pescadores:
- "Aconteceu um naufrágio! Aconteceu um naufrágio! Tem muita gente ferida se afogando. Vamos ajudá-los". Gritou um pescador desesperado.
Sem pestanejar, todos os pescadores unidos foram ajudar os sobreviventes daquele terrível naufrágio engolidos pelo mar bravo daquela ilha.
No fim das contas, aqueles simples nativos se transformaram em heróis ao pescarem os feridos e afogados com muito sucesso. Após esse salvamento, os pescadores reconheceram que sua missão na vida era de resgatar náufragos daquele mar perigoso.
Então, os pescadores se reuniram e resolveram se preparar e se organizar melhor para um outro possível naufrágio.
E foi isto mesmo que aconteceu: um outro naufrágio apareceu. E os pescadores, agora de plantão, preparados e organizados, se lançam ao mar para pescar as pessoas engolidas pelas ondas. Com muito mais rapidez e eficiência, o resgate é feito com muito mais sucesso do que o anterior. E esse resultado contagia todos os pescadores com muita alegria, pois confirma mais ainda a missão que eles receberam da vida.
Animados com o sucesso dos resgates que fizeram, os pescadores decidem construir uma casa que servirá de pronto socorro e escola para treinar novos pescadores salva-vidas. E assim, eles fazem uma arrecadação mensal para cobrir as despesas da construção e manutenção dessa casa de salvação.
Depois de algum tempo, a casa de salvação está pronta. Chega o dia da inauguração. Quando todos estavam apostos para cortar a faixa inaugural, surge, de repente, a notícia de mais um naufrágio.
O desespero e a indecisão tomam conta de todos. O desespero pela emergência do resgate e a indecisão para saber se continuam ou não com a inauguração. Diante desse impasse, uns decidem continuar a tão esperada inauguração para depois fazer o resgate. E assim, demoram tanto para entrarem no mar que a salvação dos náufragos não tem o mesmo sucesso que as anteriores. Apesar do resgate ter sido feito, alguns náufragos chegam à praia com muitos ferimentos graves, e, como conseqüência da demora do resgate, morrem agonizando de dor nas areias da ilha.
Esse episódio comove muitos pescadores. Como conseqüência disso, é feita uma reunião para apurar os culpados pela omissão do resgate.
Após a apuração dos fatos, bem no fim da reunião, fica decidido sobre a necessidade de eleger uma diretoria da missão dos pescadores para tomar as medidas cabíveis diante de importantes decisões.
Para a felicidade de todos, no outro dia, os pescadores se reúnem mais uma vez para a eleição da diretoria da missão. E no fim desse mesmo dia, a diretoria é eleita com uma grande festa numa balada que dura a noite inteira.
Como parte do primeiro mandato, o presidente da missão e toda a diretoria fazem um novo programa de treinamento e capacitação para novos pescadores. Eles promovem conferências e congressos, criam mais departamentos de finanças, reformam a casa da salvação construindo mais salas, gastam muito dinheiro comprando ar-condicionado, mesas e cadeiras confortáveis, computadores sofisticados de ultima geração, muito material supérfulo para escritório, gastam muito tempo em reuniões criando um regimento interno complexo e legalista, e promovem mensalmente festas comemorativas de confraternização dos funcionários.
Certo dia, em uma determinada reunião burocrática da instituição, os pescadores-executivos receberam mais uma notícia de um naufrágio. Quando souberam do naufrágio, a diretoria decidiu que seria muito arriscado entrar no mar naquela hora. O secretário de obras tomou a palavra e se desculpou dizendo que a casa da salvação estava muito limpa e organizada e as pessoas feridas iriam sujar tudo. Se a casa da salvação receber gente imunda vai acabar com os planos de fazer uma nova plástica e lipo nas paredes novas da casa. O escrivão se justificou dizendo que era necessário ter ordem no processo de entrada dos náufragos na vila; e, naquele momento, já tinha passado seu expediente de trabalho.
Além disso, enquanto acontecia o naufrágio, toda a equipe de resgate estava dispersa ocupada no vício do ócio burocrático das desculpas. Os profissionais de saúde estavam de braços cruzados se preparando para a festa de logo mais a noite. Os salva-vidas estavam fazendo natação e musculação a fim de aprimorar seus músculos no espelho narcisista. Os pilotos dos barcos estavam brincando de desmontar o motor do barco, enquanto os motoristas das ambulâncias estavam no lava-jato numa competição de limpeza. Os alunos do treinamento de salva-vidas estavam na biblioteca fazendo uma pesquisa para a sua tese de final de curso. E os demais voluntários do resgate estavam desocupados experimentando a melhor fantasia para a festa de logo mais.
Enfim, a história termina com o mais trágico naufrágio de todos os tempos. Os feridos que conseguiram chegar à praia morreram agonizando de dor à espera de socorro. No fim de tudo, ninguém sobreviveu.
Aqueles simples pescadores, amantes do mar e da vida, trocaram o barco, os remos e as redes, pela burocracia dos papéis inúteis da institucionalização.
A casa da salvação se transformou na casa da omissão.
Qualquer semelhança com a igreja evangélica não é mera coincidência.
Em Cristo, que resgatou homens pecadores para torná-los pescadores de homens.
Jairo Filho.
Conta-se que estes pescadores eram bons trabalhadores, amigos uns dos outros, conservavam um caráter impecável, valorizavam e preservavam a natureza e a vida em comunidade.
Tudo corria muito normal, até que em um dia pacato, surge uma notícia urgente que abalou a rotina dos pescadores:
- "Aconteceu um naufrágio! Aconteceu um naufrágio! Tem muita gente ferida se afogando. Vamos ajudá-los". Gritou um pescador desesperado.
Sem pestanejar, todos os pescadores unidos foram ajudar os sobreviventes daquele terrível naufrágio engolidos pelo mar bravo daquela ilha.
No fim das contas, aqueles simples nativos se transformaram em heróis ao pescarem os feridos e afogados com muito sucesso. Após esse salvamento, os pescadores reconheceram que sua missão na vida era de resgatar náufragos daquele mar perigoso.
Então, os pescadores se reuniram e resolveram se preparar e se organizar melhor para um outro possível naufrágio.
E foi isto mesmo que aconteceu: um outro naufrágio apareceu. E os pescadores, agora de plantão, preparados e organizados, se lançam ao mar para pescar as pessoas engolidas pelas ondas. Com muito mais rapidez e eficiência, o resgate é feito com muito mais sucesso do que o anterior. E esse resultado contagia todos os pescadores com muita alegria, pois confirma mais ainda a missão que eles receberam da vida.
Animados com o sucesso dos resgates que fizeram, os pescadores decidem construir uma casa que servirá de pronto socorro e escola para treinar novos pescadores salva-vidas. E assim, eles fazem uma arrecadação mensal para cobrir as despesas da construção e manutenção dessa casa de salvação.
Depois de algum tempo, a casa de salvação está pronta. Chega o dia da inauguração. Quando todos estavam apostos para cortar a faixa inaugural, surge, de repente, a notícia de mais um naufrágio.
O desespero e a indecisão tomam conta de todos. O desespero pela emergência do resgate e a indecisão para saber se continuam ou não com a inauguração. Diante desse impasse, uns decidem continuar a tão esperada inauguração para depois fazer o resgate. E assim, demoram tanto para entrarem no mar que a salvação dos náufragos não tem o mesmo sucesso que as anteriores. Apesar do resgate ter sido feito, alguns náufragos chegam à praia com muitos ferimentos graves, e, como conseqüência da demora do resgate, morrem agonizando de dor nas areias da ilha.
Esse episódio comove muitos pescadores. Como conseqüência disso, é feita uma reunião para apurar os culpados pela omissão do resgate.
Após a apuração dos fatos, bem no fim da reunião, fica decidido sobre a necessidade de eleger uma diretoria da missão dos pescadores para tomar as medidas cabíveis diante de importantes decisões.
Para a felicidade de todos, no outro dia, os pescadores se reúnem mais uma vez para a eleição da diretoria da missão. E no fim desse mesmo dia, a diretoria é eleita com uma grande festa numa balada que dura a noite inteira.
Como parte do primeiro mandato, o presidente da missão e toda a diretoria fazem um novo programa de treinamento e capacitação para novos pescadores. Eles promovem conferências e congressos, criam mais departamentos de finanças, reformam a casa da salvação construindo mais salas, gastam muito dinheiro comprando ar-condicionado, mesas e cadeiras confortáveis, computadores sofisticados de ultima geração, muito material supérfulo para escritório, gastam muito tempo em reuniões criando um regimento interno complexo e legalista, e promovem mensalmente festas comemorativas de confraternização dos funcionários.
Certo dia, em uma determinada reunião burocrática da instituição, os pescadores-executivos receberam mais uma notícia de um naufrágio. Quando souberam do naufrágio, a diretoria decidiu que seria muito arriscado entrar no mar naquela hora. O secretário de obras tomou a palavra e se desculpou dizendo que a casa da salvação estava muito limpa e organizada e as pessoas feridas iriam sujar tudo. Se a casa da salvação receber gente imunda vai acabar com os planos de fazer uma nova plástica e lipo nas paredes novas da casa. O escrivão se justificou dizendo que era necessário ter ordem no processo de entrada dos náufragos na vila; e, naquele momento, já tinha passado seu expediente de trabalho.
Além disso, enquanto acontecia o naufrágio, toda a equipe de resgate estava dispersa ocupada no vício do ócio burocrático das desculpas. Os profissionais de saúde estavam de braços cruzados se preparando para a festa de logo mais a noite. Os salva-vidas estavam fazendo natação e musculação a fim de aprimorar seus músculos no espelho narcisista. Os pilotos dos barcos estavam brincando de desmontar o motor do barco, enquanto os motoristas das ambulâncias estavam no lava-jato numa competição de limpeza. Os alunos do treinamento de salva-vidas estavam na biblioteca fazendo uma pesquisa para a sua tese de final de curso. E os demais voluntários do resgate estavam desocupados experimentando a melhor fantasia para a festa de logo mais.
Enfim, a história termina com o mais trágico naufrágio de todos os tempos. Os feridos que conseguiram chegar à praia morreram agonizando de dor à espera de socorro. No fim de tudo, ninguém sobreviveu.
Aqueles simples pescadores, amantes do mar e da vida, trocaram o barco, os remos e as redes, pela burocracia dos papéis inúteis da institucionalização.
A casa da salvação se transformou na casa da omissão.
Qualquer semelhança com a igreja evangélica não é mera coincidência.
Em Cristo, que resgatou homens pecadores para torná-los pescadores de homens.
Jairo Filho.
A banda do bando de Jesus
Prezado Senhor Nazareno,
Obrigado por enviar-nos o “curriculum vitae”, o “histórico escolar e familiar” e o resultado do “teste psicoténico” dos 12 candidatos a componentes da banda do Messias.
Depois de uma investigação minunciosa, segundo os padrões de sucesso do mercado gospel, informamos que este bando de candidatos está absolutamente inapto a tocar no som do céu para o Cristo.
Nossos testes ofereceram os seguintes resultados: O vocalista principal Simão Pedro é emocionalmente instável e sujeito às explosões intempestivas de um temperamento descontroladamente colérico. Quando pressionado, nega que é músico da banda que faz parte para aceitar propostas de produtoras musicais de todo mundo. É extremamente curioso, pragmático, impaciente, ativista, incrédulo, covarde, atrevido, não tem vocação musical nem sabe trabalhar em equipe.
Os dois irmãos backing vocal, Tiago e João, são egoístas a ponto de colocarem sempre interesse de fama, sucesso e poder acima da lealdade e serviço a banda. Sempre faltam aos ensaios para buscarem a glória para si. E nem se importam com o restante da banda. Além disso, o violonista André não tem nenhuma qualidade de liderança, pois falta muito iniciativa de sua parte para empreender composições musicais e turnês para a banda.
Tomé, sempre está para baixo com seu baixo de 6 cordas. Demonstra pessimismo, dúvida, incredulidade, incerteza que contagia e abala sempre o restante da banda. E não faz nenhum esforço para acreditar na banda, uma vez que só acredita que a banda pode lançar um CD quando seus ouvidos escutarem as músicas gravadas no CD.
Mateus, o baterista, é um consumista de primeira. Ele tem extrema dificuldade em administrar suas finanças, a tal ponto que está com seu nome no SPC. Além disso, soubemos que ele se corrompe facilmente por um punhado de adulação e dinheiro. E é muito mal falado na cidade pelos religiosos. Assim, fica difícil colocar ele na banda e na capa do CD. Ele está sendo caçado por corrupção no banco que trabalhava.
Tiago, filho de Alfeu, e também Tadeu, que são os guitarristas, tem definitivamente inclinações racistas radicais e ambos atingiram uma marca elevada na escala maníaco-depressíva. Gostam de ficar no quarto ouvindo músicas melancólicas e sempre estão andando na periferia da banda. Se entrarem para a banda, poderão faltar a ensaios e shows por causa de uma depressãozinha de nada ou por preconceito com relação ao público que poderão se apresentar. Com certeza o astral da banda vai ser abalado com a chegada deles.
Em relação aos outros candidatos, não sabemos muito acerca deles. Eles são como um zero a esquerda, se escondem no anonimato, fogem dos holofotes da mídia, não tem nenhuma informação de destaque em seu currículum e não sabemos nada de suas origens familiares; enfim, quase ninguém os conhece. Assim, é prudente não aceitar desconhecidos na banda.
Mas, existe um único candidato que, ao nosso ver, tem condições de entrar para a banda do bando de Jesus. Ele é um músico extremamente capacitado. Ele tem muito contato com políticos, líderes religiosos, celebridades, agentes publicitários, diretores de TV e gravadoras famosas. Além disso, ele tem um gênio político muito forte, sabe se relacionar bem com todas as crenças, conserva um espírito empreendedor, e é um ambicioso de mão cheia. O nome dele é Judas. Ele é o único que poderia ser da banda do Messias. Contrate-o. Ele é um bom negócio e um ótimo investimento.
Agradecidos pela atenção,
Consultoria de Recursos Humanos gospel da Judéia.
Será que Jesus aceitaria uma consultoria como essa? Pense nisso!
Em Cristo, que não vê a aparência da cara, mas a transparência do coração para transformá-lo.
Jairo Filho
Obrigado por enviar-nos o “curriculum vitae”, o “histórico escolar e familiar” e o resultado do “teste psicoténico” dos 12 candidatos a componentes da banda do Messias.
Depois de uma investigação minunciosa, segundo os padrões de sucesso do mercado gospel, informamos que este bando de candidatos está absolutamente inapto a tocar no som do céu para o Cristo.
Nossos testes ofereceram os seguintes resultados: O vocalista principal Simão Pedro é emocionalmente instável e sujeito às explosões intempestivas de um temperamento descontroladamente colérico. Quando pressionado, nega que é músico da banda que faz parte para aceitar propostas de produtoras musicais de todo mundo. É extremamente curioso, pragmático, impaciente, ativista, incrédulo, covarde, atrevido, não tem vocação musical nem sabe trabalhar em equipe.
Os dois irmãos backing vocal, Tiago e João, são egoístas a ponto de colocarem sempre interesse de fama, sucesso e poder acima da lealdade e serviço a banda. Sempre faltam aos ensaios para buscarem a glória para si. E nem se importam com o restante da banda. Além disso, o violonista André não tem nenhuma qualidade de liderança, pois falta muito iniciativa de sua parte para empreender composições musicais e turnês para a banda.
Tomé, sempre está para baixo com seu baixo de 6 cordas. Demonstra pessimismo, dúvida, incredulidade, incerteza que contagia e abala sempre o restante da banda. E não faz nenhum esforço para acreditar na banda, uma vez que só acredita que a banda pode lançar um CD quando seus ouvidos escutarem as músicas gravadas no CD.
Mateus, o baterista, é um consumista de primeira. Ele tem extrema dificuldade em administrar suas finanças, a tal ponto que está com seu nome no SPC. Além disso, soubemos que ele se corrompe facilmente por um punhado de adulação e dinheiro. E é muito mal falado na cidade pelos religiosos. Assim, fica difícil colocar ele na banda e na capa do CD. Ele está sendo caçado por corrupção no banco que trabalhava.
Tiago, filho de Alfeu, e também Tadeu, que são os guitarristas, tem definitivamente inclinações racistas radicais e ambos atingiram uma marca elevada na escala maníaco-depressíva. Gostam de ficar no quarto ouvindo músicas melancólicas e sempre estão andando na periferia da banda. Se entrarem para a banda, poderão faltar a ensaios e shows por causa de uma depressãozinha de nada ou por preconceito com relação ao público que poderão se apresentar. Com certeza o astral da banda vai ser abalado com a chegada deles.
Em relação aos outros candidatos, não sabemos muito acerca deles. Eles são como um zero a esquerda, se escondem no anonimato, fogem dos holofotes da mídia, não tem nenhuma informação de destaque em seu currículum e não sabemos nada de suas origens familiares; enfim, quase ninguém os conhece. Assim, é prudente não aceitar desconhecidos na banda.
Mas, existe um único candidato que, ao nosso ver, tem condições de entrar para a banda do bando de Jesus. Ele é um músico extremamente capacitado. Ele tem muito contato com políticos, líderes religiosos, celebridades, agentes publicitários, diretores de TV e gravadoras famosas. Além disso, ele tem um gênio político muito forte, sabe se relacionar bem com todas as crenças, conserva um espírito empreendedor, e é um ambicioso de mão cheia. O nome dele é Judas. Ele é o único que poderia ser da banda do Messias. Contrate-o. Ele é um bom negócio e um ótimo investimento.
Agradecidos pela atenção,
Consultoria de Recursos Humanos gospel da Judéia.
Será que Jesus aceitaria uma consultoria como essa? Pense nisso!
Em Cristo, que não vê a aparência da cara, mas a transparência do coração para transformá-lo.
Jairo Filho
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A vida como ela é...
Tudo é ilusão, inútil, vaidade...é como perseguir o vento.
No fim das contas, a busca pelo sucesso de uma vida inteira é como o hálito que sai da boca; logo desaparece.
A vida é assim...é a vida como ela é
Olhe bem para esta foto e leia o livro de Eclesiastes.
E depois tire suas conclusões sobre a vida
Pense nisso. E durma com esse barulho.
Em Cristo, o sentido da minha vida.
Jairo Filho
Qual a mensagem dessa foto-grafia?
Tolerância Zero
Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, tô treinando pra morrer!
Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Tá com defeito?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.
Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!
Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
Você ta na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:
- Vai subir?
- Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.
O homem chega à casa da namorada com um enorme buque de flores. Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.
Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:
- Em dinheiro?
- Não, me dá tudo em clips.
Sujeito entrando em uma agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem!, Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!
Casal abraçadinho, entrando no barzinho romântico.
A pergunta: Mesa para dois?
- Não, mesa para quatro, duas são pra colocar os pés.
O sujeito apanhando o talão de cheques e uma caneta.
- A pergunta: Vai pagar com cheque?
- Não, vou fazer um poema pra você nesta folhinha
Sujeito no elevador (no subsolo-garagem).
- A pergunta: Sobe?
- Não, esse elevador anda de lado.
Sujeito na praia, fumando um cigarro.
- A pergunta: Ora, ora! Mas você fuma?
- Não eu gosto de bronzear os pulmões também.
Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes.
- A pergunta: Você pescou todos?
- Não, alguns são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.
Homem com vara de pescar na mão, linha na água, sentado.
- A pergunta: Aqui dá peixe?
- Não, dá tatú, quatí, camundongo.... Peixe costuma dar lá no mato...
Sujeito no caixa do cinema.
- A pergunta: Quer uma entrada?
- Não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde ia chegar.
- Você tá dormindo?
- Não, tô treinando pra morrer!
Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Tá com defeito?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.
Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!
Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
Você ta na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:
- Vai subir?
- Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.
O homem chega à casa da namorada com um enorme buque de flores. Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.
Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:
- Em dinheiro?
- Não, me dá tudo em clips.
Sujeito entrando em uma agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem!, Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!
Casal abraçadinho, entrando no barzinho romântico.
A pergunta: Mesa para dois?
- Não, mesa para quatro, duas são pra colocar os pés.
O sujeito apanhando o talão de cheques e uma caneta.
- A pergunta: Vai pagar com cheque?
- Não, vou fazer um poema pra você nesta folhinha
Sujeito no elevador (no subsolo-garagem).
- A pergunta: Sobe?
- Não, esse elevador anda de lado.
Sujeito na praia, fumando um cigarro.
- A pergunta: Ora, ora! Mas você fuma?
- Não eu gosto de bronzear os pulmões também.
Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes.
- A pergunta: Você pescou todos?
- Não, alguns são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.
Homem com vara de pescar na mão, linha na água, sentado.
- A pergunta: Aqui dá peixe?
- Não, dá tatú, quatí, camundongo.... Peixe costuma dar lá no mato...
Sujeito no caixa do cinema.
- A pergunta: Quer uma entrada?
- Não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde ia chegar.
O Paradigma: Tornando-me mais semelhante a Cristo
Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? O Breve Catecismo de Westminster afirma que "o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre". A síntese do Novo Testamento é "ama a Deus e ao teu próximo". Mas o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.
Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.
Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.
Romanos 8:29 diz que Deus predestinou seu povo para ser conforme à imagem do Filho, ou seja, tornar-se semelhante a Jesus. Todos sabemos que Adão, ao cair, perdeu muito - mas não tudo - da imagem divina conforme a qual fora criado. Deus, todavia, a restaurou em Cristo. Conformar-se à imagem de Deus significa tornar-se semelhante a Jesus: O propósito eterno de predestinação divina para nós é tornar-nos conformes à imagem de Cristo.
O segundo texto é 2 Coríntios 3:18: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito". Portanto é pelo próprio Espírito que habita em nós que somos transformados de glória em glória - que visão magnífica! Nesta segunda etapa do processo de conformação à imagem de Cristo, percebemos que a perspectiva muda do passado para o presente, da predestinação eterna de Deus para a transformação que ele opera em nós agora pelo Espírito Santo. O propósito eterno da predestinação divina de nos tornar como Cristo avança, tornando-se a obra histórica de Deus em nós para nos transformar, por intermédio do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus.
Isso nos leva ao terceiro texto: 1 João 3:2: "Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é". Não sabemos em detalhes como seremos no último dia, mas o que de fato sabemos é que seremos semelhantes a Cristo. Não precisamos saber de mais nada além disso. Contentamo-nos em conhecer a verdade maravilhosa de que estaremos com Cristo e seremos semelhantes a ele, eternamente.
Aqui há três perspectivas: passado, presente e futuro. Todas apontam na mesma direção: há o propósito eterno de Deus, pelo qual fomos predestinados; há o propósito histórico de Deus, pelo qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo; e há o propósito final ou escatológico de Deus, pelo qual seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Estes três propósitos - o eterno, o histórico e o escatológico - se unem e apontam para um mesmo objetivo: a conformação do homem à imagem de Cristo. Este, afirmo, é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.
A conformação do homem à imagem de Cristo é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.
Prosseguindo, quero ilustrar essa verdade com alguns exemplos do Novo Testamento. Em primeiro lugar, creio ser importante que nós façamos uma afirmação abrangente como a do apóstolo João em 1 João 2:6: "Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou". Em outras palavras, se nos dizemos cristãos, temos de ser semelhantes a Cristo. Este é o primeiro exemplo do Novo Testamento: temos de ser como o Cristo Encarnado.
Somos todos chamados a seguir o supremo exemplo de humildade que ele nos deu ao descer dos céus para a terra. Por isso Paulo diz em Filipenses 2:5-8: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz". Precisamos ser semelhantes a Cristo em sua Encarnação no que diz respeito à sua admirável humildade, uma humilhação auto-imposta que está por trás da Encarnação.
Em segundo lugar, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua prontidão em servir. Agora, passemos de sua Encarnação à sua vida de serviço; de seu nascimento à sua vida; do início ao fim. Quero convidá-los a subir comigo ao cenáculo onde Jesus passou sua última noite com os discípulos, conforme vemos no evangelho de João, capítulo 13: "Tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido". Ao terminar, retomou seu lugar e disse-lhes: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo" note-se a palavra "para que, como eu vos fiz, façais vós também".
Em terceiro lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em seu amor. Isso me lembra especificamente Efésios 5:2: "Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave". Observe que o texto se divide em duas partes. A primeira fala de andarmos em amor, um mandamento no sentido de que toda a nossa conduta seja caracterizada pelo amor, mas a segunda parte do versículo diz que ele se entregou a si mesmo por nós, descrevendo não uma ação contínua, mas um aoristo, um tempo verbal passado, fazendo uma clara alusão à cruz. Paulo está nos conclamando a sermos semelhantes a Cristo em sua morte, a amarmos com o mesmo amor que, no Calvário, altruistamente se doa.
Em quarto lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em sua abnegação paciente. No exemplo a seguir, consideraremos não o ensino de Paulo, mas o de Pedro. Cada capítulo da primeira carta de Pedro diz algo sobre sofrermos como Cristo, pois a carta tem como pano de fundo histórico o início da perseguição. Especialmente no capítulo 2 de 1 Pedro, os escravos cristãos são instados a, se castigados injustamente, suportarem e não retribuírem o mal com o mal. E Pedro prossegue dizendo que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu, deixando-nos o exemplo outra vez a mesma palavra para seguirmos os seus passos. Este chamado para sermos semelhantes a Cristo em meio ao sofrimento injusto pode perfeitamente se tornar cada vez mais significativo à medida que as perseguições se avolumam em muitas culturas do mundo atual.
No quinto e último exemplo que quero extrair do Novo Testamento, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua missão. Tendo examinado os ensinos de Paulo e de Pedro, veremos agora os ensinos de Jesus registrados por João. Em João 17:18, Jesus, orando, diz: "Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo", referindo-se a nós. E na Comissão, em João 20:21, Jesus diz: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio". Estas palavras carregam um significado imensamente importante. Não se trata apenas da versão joanina da Grande Comissão; é também uma instrução no sentido de que a missão dos discípulos no mundo deveria ser semelhante à do próprio Cristo. Em que aspecto? Nestes textos, as palavras-chave são "envio ao mundo". Do mesmo modo como Cristo entrou em nosso mundo, nós também devemos entrar no "mundo" das outras pessoas.
Estas são as cinco principais formas de sermos conformes à imagem de Cristo: em sua encarnação, em seu serviço, em seu amor, em sua abnegação paciente e em sua missão.
Sermão pregado pelo Rev. John Stott na Convenção de Keswick em 17 de julho de 2007.
Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.
Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.
Romanos 8:29 diz que Deus predestinou seu povo para ser conforme à imagem do Filho, ou seja, tornar-se semelhante a Jesus. Todos sabemos que Adão, ao cair, perdeu muito - mas não tudo - da imagem divina conforme a qual fora criado. Deus, todavia, a restaurou em Cristo. Conformar-se à imagem de Deus significa tornar-se semelhante a Jesus: O propósito eterno de predestinação divina para nós é tornar-nos conformes à imagem de Cristo.
O segundo texto é 2 Coríntios 3:18: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito". Portanto é pelo próprio Espírito que habita em nós que somos transformados de glória em glória - que visão magnífica! Nesta segunda etapa do processo de conformação à imagem de Cristo, percebemos que a perspectiva muda do passado para o presente, da predestinação eterna de Deus para a transformação que ele opera em nós agora pelo Espírito Santo. O propósito eterno da predestinação divina de nos tornar como Cristo avança, tornando-se a obra histórica de Deus em nós para nos transformar, por intermédio do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus.
Isso nos leva ao terceiro texto: 1 João 3:2: "Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é". Não sabemos em detalhes como seremos no último dia, mas o que de fato sabemos é que seremos semelhantes a Cristo. Não precisamos saber de mais nada além disso. Contentamo-nos em conhecer a verdade maravilhosa de que estaremos com Cristo e seremos semelhantes a ele, eternamente.
Aqui há três perspectivas: passado, presente e futuro. Todas apontam na mesma direção: há o propósito eterno de Deus, pelo qual fomos predestinados; há o propósito histórico de Deus, pelo qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo; e há o propósito final ou escatológico de Deus, pelo qual seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Estes três propósitos - o eterno, o histórico e o escatológico - se unem e apontam para um mesmo objetivo: a conformação do homem à imagem de Cristo. Este, afirmo, é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.
A conformação do homem à imagem de Cristo é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.
Prosseguindo, quero ilustrar essa verdade com alguns exemplos do Novo Testamento. Em primeiro lugar, creio ser importante que nós façamos uma afirmação abrangente como a do apóstolo João em 1 João 2:6: "Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou". Em outras palavras, se nos dizemos cristãos, temos de ser semelhantes a Cristo. Este é o primeiro exemplo do Novo Testamento: temos de ser como o Cristo Encarnado.
Somos todos chamados a seguir o supremo exemplo de humildade que ele nos deu ao descer dos céus para a terra. Por isso Paulo diz em Filipenses 2:5-8: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz". Precisamos ser semelhantes a Cristo em sua Encarnação no que diz respeito à sua admirável humildade, uma humilhação auto-imposta que está por trás da Encarnação.
Em segundo lugar, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua prontidão em servir. Agora, passemos de sua Encarnação à sua vida de serviço; de seu nascimento à sua vida; do início ao fim. Quero convidá-los a subir comigo ao cenáculo onde Jesus passou sua última noite com os discípulos, conforme vemos no evangelho de João, capítulo 13: "Tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido". Ao terminar, retomou seu lugar e disse-lhes: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo" note-se a palavra "para que, como eu vos fiz, façais vós também".
Em terceiro lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em seu amor. Isso me lembra especificamente Efésios 5:2: "Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave". Observe que o texto se divide em duas partes. A primeira fala de andarmos em amor, um mandamento no sentido de que toda a nossa conduta seja caracterizada pelo amor, mas a segunda parte do versículo diz que ele se entregou a si mesmo por nós, descrevendo não uma ação contínua, mas um aoristo, um tempo verbal passado, fazendo uma clara alusão à cruz. Paulo está nos conclamando a sermos semelhantes a Cristo em sua morte, a amarmos com o mesmo amor que, no Calvário, altruistamente se doa.
Em quarto lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em sua abnegação paciente. No exemplo a seguir, consideraremos não o ensino de Paulo, mas o de Pedro. Cada capítulo da primeira carta de Pedro diz algo sobre sofrermos como Cristo, pois a carta tem como pano de fundo histórico o início da perseguição. Especialmente no capítulo 2 de 1 Pedro, os escravos cristãos são instados a, se castigados injustamente, suportarem e não retribuírem o mal com o mal. E Pedro prossegue dizendo que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu, deixando-nos o exemplo outra vez a mesma palavra para seguirmos os seus passos. Este chamado para sermos semelhantes a Cristo em meio ao sofrimento injusto pode perfeitamente se tornar cada vez mais significativo à medida que as perseguições se avolumam em muitas culturas do mundo atual.
No quinto e último exemplo que quero extrair do Novo Testamento, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua missão. Tendo examinado os ensinos de Paulo e de Pedro, veremos agora os ensinos de Jesus registrados por João. Em João 17:18, Jesus, orando, diz: "Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo", referindo-se a nós. E na Comissão, em João 20:21, Jesus diz: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio". Estas palavras carregam um significado imensamente importante. Não se trata apenas da versão joanina da Grande Comissão; é também uma instrução no sentido de que a missão dos discípulos no mundo deveria ser semelhante à do próprio Cristo. Em que aspecto? Nestes textos, as palavras-chave são "envio ao mundo". Do mesmo modo como Cristo entrou em nosso mundo, nós também devemos entrar no "mundo" das outras pessoas.
Estas são as cinco principais formas de sermos conformes à imagem de Cristo: em sua encarnação, em seu serviço, em seu amor, em sua abnegação paciente e em sua missão.
Sermão pregado pelo Rev. John Stott na Convenção de Keswick em 17 de julho de 2007.
O evangelho de Jesus e o evangelho da religião
Jesus disse no sermão do monte: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da Lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus.”
Ao ler este ensinamento de Jesus dentro do sermão do monte percebemos a diferença que Jesus faz entre religião e evangelho. Na época de Jesus os religiosos interpretavam erroneamente o espírito da Lei e a reduziam a mandamentos humanos e morais. Mas Jesus vem para dar a correta interpretação do espírito da Lei dentro do coração do homem, todo cumprimento da Lei através de sua vida obediente e morte vicária na cruz e ainda, vem para dar o verdadeiro ensino dos mandamentos de Deus.
Assim, podemos perceber algumas verdades sobre a diferença entre religião e evangelho de Jesus:
1. A RELIGIÃO ENSINA QUE DEVO OBEDECER A DEUS PARA MERECER A SALVAÇÃO. MAS O EVANGELHO DE JESUS ENSINA QUE SOU UM PECADOR SALVO PELA GRAÇA PARA SER VIVER EM SANTIFICAÇÃO OBEDECENDO A DEUS POR SUA GRAÇA.
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Ef 2:8 e 9)
2. A RELIGIÃO ACRESCENTA MANDAMENTOS HUMANOS AOS ENSINAMENTOS DE DEUS PARA JULGAR, CONDENAR E DESTRUIR. MAS O EVANGELHO DE JESUS É A PALAVRA VIVA DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DE TODOS OS QUE SE APROXIMAM DE JESUS.
“...Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los.” (Mt 23:3, 4)
“
Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu julgo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu julgo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11:28-30)
Paulo disse que o evangelho “ é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”
3. A RELIGIÃO DESTRÓI A VIDA PARA PRIORIZAR A OBEDIÊNCIA AO MANDAMENTO HUMANO. MAS O EVANGELHO DE JESUS PRODUZ VIDA COMO OBEDIÊNCIA A PALAVRA DE DEUS.
“Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu teve piedade dele...Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: ‘Vá e faça o mesmo’. (Lc 10:31,32, 33, 36, 37)
“Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: ‘Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado”.
Ele respondeu: ’Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus e junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ’Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. Pois o Filho do homem é Senhor do sábado”.
Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: ‘É permitido curar no sábado’?
Ele lhes respondeu: ‘Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pega-la e tira-la de lá? Quando mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado’.
Então ele disse ao homem: ‘Estenda a mão’. Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra.” (Mt12:1-14)
4. A RELIGIÃO DIMINUI OS MANDAMENTOS DE DEUS A REPUTAÇÃO EXTERIOR. MAS O EVANGELHO DE JESUS DESNUDA O CORAÇÃO PECADOR DO HOMEM PARA TRANSFORMÁ-LO DE DENTRO PARA FORA.
“Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens... Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados; bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês; por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”. (Mt 23:27 e 28)
“E continuou: ‘O que sai do homem é que o torna impuro. Pois do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro’”. (Mc 7:20-23)
5. A RELIGIÃO ENSINA A OBEDIÊNCIA MOTIVADA POR MEDO, CULPA, CASTIGO E PRÊMIO. MAS O EVANGELHO DE JESUS ENSINA A OBEDIÊNCIA MOTIVADA PELO AMOR LIVRE E INCONDICIONAL.
“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos...Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele...Vocês serão meus amigos, se fizerem o que lhes ordeno.” (Jo 14:15, 21 e 15:14)
Em Cristo, o evangelho da graça
Jairo Filho
Ao ler este ensinamento de Jesus dentro do sermão do monte percebemos a diferença que Jesus faz entre religião e evangelho. Na época de Jesus os religiosos interpretavam erroneamente o espírito da Lei e a reduziam a mandamentos humanos e morais. Mas Jesus vem para dar a correta interpretação do espírito da Lei dentro do coração do homem, todo cumprimento da Lei através de sua vida obediente e morte vicária na cruz e ainda, vem para dar o verdadeiro ensino dos mandamentos de Deus.
Assim, podemos perceber algumas verdades sobre a diferença entre religião e evangelho de Jesus:
1. A RELIGIÃO ENSINA QUE DEVO OBEDECER A DEUS PARA MERECER A SALVAÇÃO. MAS O EVANGELHO DE JESUS ENSINA QUE SOU UM PECADOR SALVO PELA GRAÇA PARA SER VIVER EM SANTIFICAÇÃO OBEDECENDO A DEUS POR SUA GRAÇA.
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Ef 2:8 e 9)
2. A RELIGIÃO ACRESCENTA MANDAMENTOS HUMANOS AOS ENSINAMENTOS DE DEUS PARA JULGAR, CONDENAR E DESTRUIR. MAS O EVANGELHO DE JESUS É A PALAVRA VIVA DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DE TODOS OS QUE SE APROXIMAM DE JESUS.
“...Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los.” (Mt 23:3, 4)
“
Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu julgo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu julgo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11:28-30)
Paulo disse que o evangelho “ é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”
3. A RELIGIÃO DESTRÓI A VIDA PARA PRIORIZAR A OBEDIÊNCIA AO MANDAMENTO HUMANO. MAS O EVANGELHO DE JESUS PRODUZ VIDA COMO OBEDIÊNCIA A PALAVRA DE DEUS.
“Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu teve piedade dele...Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: ‘Vá e faça o mesmo’. (Lc 10:31,32, 33, 36, 37)
“Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: ‘Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado”.
Ele respondeu: ’Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus e junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ’Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. Pois o Filho do homem é Senhor do sábado”.
Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: ‘É permitido curar no sábado’?
Ele lhes respondeu: ‘Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pega-la e tira-la de lá? Quando mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado’.
Então ele disse ao homem: ‘Estenda a mão’. Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra.” (Mt12:1-14)
4. A RELIGIÃO DIMINUI OS MANDAMENTOS DE DEUS A REPUTAÇÃO EXTERIOR. MAS O EVANGELHO DE JESUS DESNUDA O CORAÇÃO PECADOR DO HOMEM PARA TRANSFORMÁ-LO DE DENTRO PARA FORA.
“Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens... Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados; bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês; por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”. (Mt 23:27 e 28)
“E continuou: ‘O que sai do homem é que o torna impuro. Pois do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro’”. (Mc 7:20-23)
5. A RELIGIÃO ENSINA A OBEDIÊNCIA MOTIVADA POR MEDO, CULPA, CASTIGO E PRÊMIO. MAS O EVANGELHO DE JESUS ENSINA A OBEDIÊNCIA MOTIVADA PELO AMOR LIVRE E INCONDICIONAL.
“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos...Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele...Vocês serão meus amigos, se fizerem o que lhes ordeno.” (Jo 14:15, 21 e 15:14)
Em Cristo, o evangelho da graça
Jairo Filho
Discernindo a Idolatria
INTRODUÇÃO
Os dois primeiros mandamentos do Senhor Deus nos ensinam: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, sou teu Deus...” (Ex 20:3-5). Jesus Cristo aplica esses mandamentos - quando foi tentado pelo Diabo a adorá-lo em troca dos reinos desse mundo sem o sacrifício da cruz - quando diz: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto”. (Mt 4:10). Em outra ocasião, Jesus resume a lei e os escritos dos profetas em: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. (Mt 22:37). Percebemos que Jesus cumpre toda a lei em adorar a Deus em toda sua vida como o único, exclusivo, suficiente e verdadeiro Deus. Partindo do exemplo de Jesus, devemos discernir as mais diversas e sutis expressões de nossa idolatria.
A etimologia da palavra Idolatria tem origem nas palavras: Eidolon (imagem) + latreia (culto) = Culto à imagem. Quando sabemos disso, geralmente, nos vem à mente a imagem de homens primatas selvagens rastejando em volta de um poste-ídolo, estátuas com faces cruéis, danças religiosas com sacerdotes fazendo sacrifícios de animais, romarias em busca de padroeiros, gente subindo e descendo escadas para pagar promessas e etc. Mas creio ser necessário ir mais fundo nessa questão para discernir as sutis expressões de idolatria em nosso meio, porque percebo que a cultura popular evangélica tem muita idolatria impregnada em sua religiosidade.
Para começo de conversa, levanto a tese de que idolatria é tudo que substitui o lugar de Deus no coração. Ídolo é tudo aquilo que nega o senhorio de Cristo em nossa vida.
Aprofundando e definindo esse tema, vejamos as mais sutis expressões de idolatria:
1. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A SER O MAIOR DE TODOS OS DEUSES. O primeiro mandamento, “não terás outros deuses além de mim” (Ex 20:3), é uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deuses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com “outros deuses”, mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, ele foi reduzido à categoria de ídolo. Na verdade, temos que saber que Deus é único. Não há outro deus além do único, verdadeiro, suficiente Deus de Jesus Cristo. E isto basta. Pois, “a vida eterna é esta: que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste”. (Jo 17:3).
2. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A MATÉRIA. Quando Deus é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, rituais, símbolos, seres ou qualquer medida estamos desonrando Deus, obscurecendo sua glória de nós. E, além disso, qualquer imagem material de Deus é enganosa, pois projeta falsas idéias a respeito do caráter de Deus. Não podemos esquecer que Deus é Espírito Eterno (Jo 4: 24, Jó 36:26, Sl 90:2, Ap 1:8). Assim, nossa adoração a Deus acontece verdadeiramente em espírito; pois, Deus não tem tamanho ou dimensão espacial, e está presente em cada ponto do espaço com a plenitude do seu ser. “Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas...não devemos pensar que Deus é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem” (Atos 17:24 e 29).
3. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A SEMELHANÇAS HUMANAS. Deus tanto nos proíbe moldar imagens de esculturas concretas de Deus, como também nos proíbe criar mentalmente imagens de Deus. Quando relaciono Deus a um papai noel (presenteia quem merece), a uma noiva interesseira (ama para ter dinheiro), a um ditador político (quer dominar o mundo a força), a um garçom (é pago para nos servir), a um bote salva vida (existe, mas esperamos nunca ter que usa-lo. E só usamos quando estamos correndo perigo), a um pai (pode ser semelhante a muitos que conhecemos: tirano, castigador, carrasco, mimado, imbecil, domável, ausente, falso etc), aos mais diversos tipos de pessoas (justa, santa, piedosa, milagreiro, sacerdote, intercessor). Diante disso, não podemos esquecer que Deus é amor. E o amor de Deus é revelado pela pessoa de Cristo e em sua obra na cruz. Nada além de Cristo pode ser comparado exatamente à semelhança das criaturas humanas. A única expressão exata de Deus é Jesus, pois é “a imagem do Deus invisível” (Cl 1:15) e o Verbo – que é Deus – “tornou-se carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do pai, cheio de graça e verdade”. (Jo 1:14). Deus é Jesus.
4. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS APENAS UM GRANDE PODER IMPESSOAL. Esse tipo de idolatria acontece quando o relacionamento com Deus é reduzido a experimentar o poder de Deus sem consultar sua vontade sobre nossas vidas. Isso é atribuir a Deus um poder neutro, e, portanto, despersonalizá-lo. Gedeon Alencar, fazendo uma analogia entre a ética neopentecostal e a candomblecista, explica e denuncia que a fé dessas religiões é usada como instrumentalização e manipulação do poder divino. Tanto um pastor como um pai de santo podem, muitas vezes, “amarrar” uma união amorosa, bem como desfazê-la, sem fazer juízo moral. Eles são pagos por seus serviços sem consultar a vontade moral de suas divindades. Isso é muito evidente no conceito de oração dos atuais evangélicos. A oração é uma busca pelo poder divino que é solicitado a ser usado independentemente da vontade de Deus. Mas, diante disso, a Bíblia nos ensina que Deus é pessoalmente santo e tem sua santa vontade absoluta estabelecida em sua Palavra. Um exemplo: Um dos ladrões ao lado da cruz de Cristo queria a salvação sem o salvador quando insultava a Jesus, dizendo: “Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!” (Lc 23:39). Enfim, este queria a salvação de Jesus, mas não o Salvador e Senhor Jesus. Em resumo, idolatria é somente buscar os milagres, benção e poder de Deus sem o Deus dos milagres, benção e poder. É adorar o poder divorciado da pessoa de Deus.
5. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A NEGOCIADOR. Quando o relacionamento com Deus é baseado em mérito e demérito de causa e efeito numa relação de barganha, troca e contrato; criamos um deus que assina um contrato-utilitarista, onde o fator determinante desse contrato passa a ser mais a força humana do que a de Deus. Assim, Deus apenas reage às atitudes humanas, podendo ser (a) manipulado pela fé humana, (b) ser culpado de não cumprir seu papel no contrato inventado pelo homem e (c) ser obrigado a compartilhar sua glória com os méritos humanos. Mas a Palavra de Deus nos ensina que Deus é soberano e cheio de graça e misericórdia. Suas atitudes de graça para com o ser humano não obedecem às atitudes de causa e efeito. Deus “não nos trata conforme as nossas iniqüidades...pois sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.” (Sl 103: 10 e 14). O Deus apresentado por Jesus é o Deus que ama aqueles que não merecem para levar ao colapso a justiça retribuitiva provocada pela lei de causa e efeito da religiosidade.
6. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A UM DISCUSSO RELIGIOSO. Quando Deus é transformado em objeto de discussão filosófica e teológica, para ser fazer uma anatomia divina, a fim de determinar como Deus funciona através do raciocínio humano. Assim, Deus passa a ser criação da mente humana, em detrimento de devoção, rendição, amor, submissão, mistério, encantamento diante da pessoa de Deus. Aquele que se aproxima de Deus para conhecê-lo e fazê-lo conhecido deve saber que Deus é indiscutível. Deus não cabe na mente humana. Pois, “quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” (Rm 11:33-36). Enfim, Deus não cabe nos compêndios teológicos. Se couber, ele não passa de um ídolo da teologia.
7. IDOLATRIA É A “EGOLATRIA” – Quando adoro a mim mesmo, numa devoção narcisista cheia de justiça própria. Jesus condena a justiça dos fariseus hipócritas que doavam esmolas, oravam e jejuavam “... a fim de serem honrados/vistos pelos outros...” (Mt 6:3) e “...orava de si para si mesmo...” (Lc 18:11). Assim, “o destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre...” (Fp 3:19). Idolatria é quando a mais íntima motivação e intenção do coração - daquele que deseja ser santo - se mascara de purpurina e néon em busca dos holofotes, palcos e aplauso da mídia religiosa. Agora, pare e pense: Você seria capaz de obedecer a Deus quando ninguém está olhando ou quando não há nenhuma recompensa?
8. IDOLATRIA É CULTUAR PESSOAS. Quando o ser humano é um ídolo em nossa vida. Ex: família, amigos, líderes espirituais, ricos e famosos, professores, mestres e gurus, namorado(a), igreja, comunidade, país etc. Certa vez, Paulo e Barnabé curaram um paralítico em Listra. Quando a multidão viu o milagre, começaram a adorá-los. Mas a resposta pronta deles foi: “Nós também somos humanos como vocês....afastem-se dessas coisas vãs e voltem-se para o Deus vivo...” (Atos 14:13 e 15).
9. IDOLATRIA É “MONEYLATRIA”. Quando eu amo os meus bens e quando o dinheiro é meu patrão. Sinal de que idolatro meu dinheiro é: (a) Quando sou consumista desenfreado. (b) Quando sou pão duro e não consigo ter despreendimento de posses nem consigo compartilhar e dividir o que tenho com o próximo. (c) Quando vivo correndo atrás de mais dinheiro por estar insatisfeito e descontente com o que tenho. (d) Quando transformo Deus em instrumento, ferramenta e meio para se ganhar mais dinheiro. (e) Quando o sentido da minha vida é ser rico e milionário. Jesus considera o dinheiro uma potestade quando diz: “Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará o seu coração...Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” (Mt 6:21 e 24). “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.” (ITm 6:10). Uma vez que a avareza é idolatria (Cl 3:5).
10. IDOLATRIA É TRANSFORMAR A BENÇÃO DE DEUS EM ÍDOLO. Todas as imagens que nos apegamos - porque nos dá proteção, significado e realização sem ser Deus – transformam-se em ídolos. Esses pequenos ídolos atuam com enorme poder sobre a vida humana. Muitos desses ídolos podem ser nosso status, segurança, emprego, família, amigos, sonhos, ideais, instituição, religião, dinheiro, sexo, poder. Ricardo Barbosa de Souza nos alerta: “Para muitos cristãos, o centro em torno do qual giram suas vidas não é Deus e a vontade divina, mas é seu trabalho, posição social, família, estabilidade econômica, realização profissional, etc. Quando uma ou mais destas coisas são abaladas, ou mesmo arrancadas de nós, seja a estabilidade econômica ou familiar frequentemente perguntamos: Onde está Deus? Como se Deus tivesse ido embora quando se perdem bens de grande valor. A estabilidade, os bens ou mesmo a profissão transforma-se facilmente em nossos ídolos, e Deus não passa de uma força que ora na preservação daquilo que de fato não sustenta nossa crença”.
CONCLUSÃO:
Cuidado com o veneno sutil da idolatria. Não transforme Deus num deus. Não seja um deus de si mesmo. Não adore nada nem ninguém.
A única forma de vencer a tentação da idolatria é conhecer cada vez mais a Deus e se satisfazer nele. Assim, ore: “Fizeste-nos para ti, ó Deus, e nossa alma não repousará tranqüila enquanto não repousar em ti.” (Agostinho de Hipona)
Em Cristo, nosso único e verdadeiro Deus.
Jairo Filho
Os dois primeiros mandamentos do Senhor Deus nos ensinam: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, sou teu Deus...” (Ex 20:3-5). Jesus Cristo aplica esses mandamentos - quando foi tentado pelo Diabo a adorá-lo em troca dos reinos desse mundo sem o sacrifício da cruz - quando diz: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto”. (Mt 4:10). Em outra ocasião, Jesus resume a lei e os escritos dos profetas em: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. (Mt 22:37). Percebemos que Jesus cumpre toda a lei em adorar a Deus em toda sua vida como o único, exclusivo, suficiente e verdadeiro Deus. Partindo do exemplo de Jesus, devemos discernir as mais diversas e sutis expressões de nossa idolatria.
A etimologia da palavra Idolatria tem origem nas palavras: Eidolon (imagem) + latreia (culto) = Culto à imagem. Quando sabemos disso, geralmente, nos vem à mente a imagem de homens primatas selvagens rastejando em volta de um poste-ídolo, estátuas com faces cruéis, danças religiosas com sacerdotes fazendo sacrifícios de animais, romarias em busca de padroeiros, gente subindo e descendo escadas para pagar promessas e etc. Mas creio ser necessário ir mais fundo nessa questão para discernir as sutis expressões de idolatria em nosso meio, porque percebo que a cultura popular evangélica tem muita idolatria impregnada em sua religiosidade.
Para começo de conversa, levanto a tese de que idolatria é tudo que substitui o lugar de Deus no coração. Ídolo é tudo aquilo que nega o senhorio de Cristo em nossa vida.
Aprofundando e definindo esse tema, vejamos as mais sutis expressões de idolatria:
1. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A SER O MAIOR DE TODOS OS DEUSES. O primeiro mandamento, “não terás outros deuses além de mim” (Ex 20:3), é uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deuses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com “outros deuses”, mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, ele foi reduzido à categoria de ídolo. Na verdade, temos que saber que Deus é único. Não há outro deus além do único, verdadeiro, suficiente Deus de Jesus Cristo. E isto basta. Pois, “a vida eterna é esta: que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste”. (Jo 17:3).
2. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A MATÉRIA. Quando Deus é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, rituais, símbolos, seres ou qualquer medida estamos desonrando Deus, obscurecendo sua glória de nós. E, além disso, qualquer imagem material de Deus é enganosa, pois projeta falsas idéias a respeito do caráter de Deus. Não podemos esquecer que Deus é Espírito Eterno (Jo 4: 24, Jó 36:26, Sl 90:2, Ap 1:8). Assim, nossa adoração a Deus acontece verdadeiramente em espírito; pois, Deus não tem tamanho ou dimensão espacial, e está presente em cada ponto do espaço com a plenitude do seu ser. “Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas...não devemos pensar que Deus é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem” (Atos 17:24 e 29).
3. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A SEMELHANÇAS HUMANAS. Deus tanto nos proíbe moldar imagens de esculturas concretas de Deus, como também nos proíbe criar mentalmente imagens de Deus. Quando relaciono Deus a um papai noel (presenteia quem merece), a uma noiva interesseira (ama para ter dinheiro), a um ditador político (quer dominar o mundo a força), a um garçom (é pago para nos servir), a um bote salva vida (existe, mas esperamos nunca ter que usa-lo. E só usamos quando estamos correndo perigo), a um pai (pode ser semelhante a muitos que conhecemos: tirano, castigador, carrasco, mimado, imbecil, domável, ausente, falso etc), aos mais diversos tipos de pessoas (justa, santa, piedosa, milagreiro, sacerdote, intercessor). Diante disso, não podemos esquecer que Deus é amor. E o amor de Deus é revelado pela pessoa de Cristo e em sua obra na cruz. Nada além de Cristo pode ser comparado exatamente à semelhança das criaturas humanas. A única expressão exata de Deus é Jesus, pois é “a imagem do Deus invisível” (Cl 1:15) e o Verbo – que é Deus – “tornou-se carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do pai, cheio de graça e verdade”. (Jo 1:14). Deus é Jesus.
4. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS APENAS UM GRANDE PODER IMPESSOAL. Esse tipo de idolatria acontece quando o relacionamento com Deus é reduzido a experimentar o poder de Deus sem consultar sua vontade sobre nossas vidas. Isso é atribuir a Deus um poder neutro, e, portanto, despersonalizá-lo. Gedeon Alencar, fazendo uma analogia entre a ética neopentecostal e a candomblecista, explica e denuncia que a fé dessas religiões é usada como instrumentalização e manipulação do poder divino. Tanto um pastor como um pai de santo podem, muitas vezes, “amarrar” uma união amorosa, bem como desfazê-la, sem fazer juízo moral. Eles são pagos por seus serviços sem consultar a vontade moral de suas divindades. Isso é muito evidente no conceito de oração dos atuais evangélicos. A oração é uma busca pelo poder divino que é solicitado a ser usado independentemente da vontade de Deus. Mas, diante disso, a Bíblia nos ensina que Deus é pessoalmente santo e tem sua santa vontade absoluta estabelecida em sua Palavra. Um exemplo: Um dos ladrões ao lado da cruz de Cristo queria a salvação sem o salvador quando insultava a Jesus, dizendo: “Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!” (Lc 23:39). Enfim, este queria a salvação de Jesus, mas não o Salvador e Senhor Jesus. Em resumo, idolatria é somente buscar os milagres, benção e poder de Deus sem o Deus dos milagres, benção e poder. É adorar o poder divorciado da pessoa de Deus.
5. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A NEGOCIADOR. Quando o relacionamento com Deus é baseado em mérito e demérito de causa e efeito numa relação de barganha, troca e contrato; criamos um deus que assina um contrato-utilitarista, onde o fator determinante desse contrato passa a ser mais a força humana do que a de Deus. Assim, Deus apenas reage às atitudes humanas, podendo ser (a) manipulado pela fé humana, (b) ser culpado de não cumprir seu papel no contrato inventado pelo homem e (c) ser obrigado a compartilhar sua glória com os méritos humanos. Mas a Palavra de Deus nos ensina que Deus é soberano e cheio de graça e misericórdia. Suas atitudes de graça para com o ser humano não obedecem às atitudes de causa e efeito. Deus “não nos trata conforme as nossas iniqüidades...pois sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.” (Sl 103: 10 e 14). O Deus apresentado por Jesus é o Deus que ama aqueles que não merecem para levar ao colapso a justiça retribuitiva provocada pela lei de causa e efeito da religiosidade.
6. IDOLATRIA É REDUZIR DEUS A UM DISCUSSO RELIGIOSO. Quando Deus é transformado em objeto de discussão filosófica e teológica, para ser fazer uma anatomia divina, a fim de determinar como Deus funciona através do raciocínio humano. Assim, Deus passa a ser criação da mente humana, em detrimento de devoção, rendição, amor, submissão, mistério, encantamento diante da pessoa de Deus. Aquele que se aproxima de Deus para conhecê-lo e fazê-lo conhecido deve saber que Deus é indiscutível. Deus não cabe na mente humana. Pois, “quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” (Rm 11:33-36). Enfim, Deus não cabe nos compêndios teológicos. Se couber, ele não passa de um ídolo da teologia.
7. IDOLATRIA É A “EGOLATRIA” – Quando adoro a mim mesmo, numa devoção narcisista cheia de justiça própria. Jesus condena a justiça dos fariseus hipócritas que doavam esmolas, oravam e jejuavam “... a fim de serem honrados/vistos pelos outros...” (Mt 6:3) e “...orava de si para si mesmo...” (Lc 18:11). Assim, “o destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre...” (Fp 3:19). Idolatria é quando a mais íntima motivação e intenção do coração - daquele que deseja ser santo - se mascara de purpurina e néon em busca dos holofotes, palcos e aplauso da mídia religiosa. Agora, pare e pense: Você seria capaz de obedecer a Deus quando ninguém está olhando ou quando não há nenhuma recompensa?
8. IDOLATRIA É CULTUAR PESSOAS. Quando o ser humano é um ídolo em nossa vida. Ex: família, amigos, líderes espirituais, ricos e famosos, professores, mestres e gurus, namorado(a), igreja, comunidade, país etc. Certa vez, Paulo e Barnabé curaram um paralítico em Listra. Quando a multidão viu o milagre, começaram a adorá-los. Mas a resposta pronta deles foi: “Nós também somos humanos como vocês....afastem-se dessas coisas vãs e voltem-se para o Deus vivo...” (Atos 14:13 e 15).
9. IDOLATRIA É “MONEYLATRIA”. Quando eu amo os meus bens e quando o dinheiro é meu patrão. Sinal de que idolatro meu dinheiro é: (a) Quando sou consumista desenfreado. (b) Quando sou pão duro e não consigo ter despreendimento de posses nem consigo compartilhar e dividir o que tenho com o próximo. (c) Quando vivo correndo atrás de mais dinheiro por estar insatisfeito e descontente com o que tenho. (d) Quando transformo Deus em instrumento, ferramenta e meio para se ganhar mais dinheiro. (e) Quando o sentido da minha vida é ser rico e milionário. Jesus considera o dinheiro uma potestade quando diz: “Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará o seu coração...Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” (Mt 6:21 e 24). “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.” (ITm 6:10). Uma vez que a avareza é idolatria (Cl 3:5).
10. IDOLATRIA É TRANSFORMAR A BENÇÃO DE DEUS EM ÍDOLO. Todas as imagens que nos apegamos - porque nos dá proteção, significado e realização sem ser Deus – transformam-se em ídolos. Esses pequenos ídolos atuam com enorme poder sobre a vida humana. Muitos desses ídolos podem ser nosso status, segurança, emprego, família, amigos, sonhos, ideais, instituição, religião, dinheiro, sexo, poder. Ricardo Barbosa de Souza nos alerta: “Para muitos cristãos, o centro em torno do qual giram suas vidas não é Deus e a vontade divina, mas é seu trabalho, posição social, família, estabilidade econômica, realização profissional, etc. Quando uma ou mais destas coisas são abaladas, ou mesmo arrancadas de nós, seja a estabilidade econômica ou familiar frequentemente perguntamos: Onde está Deus? Como se Deus tivesse ido embora quando se perdem bens de grande valor. A estabilidade, os bens ou mesmo a profissão transforma-se facilmente em nossos ídolos, e Deus não passa de uma força que ora na preservação daquilo que de fato não sustenta nossa crença”.
CONCLUSÃO:
Cuidado com o veneno sutil da idolatria. Não transforme Deus num deus. Não seja um deus de si mesmo. Não adore nada nem ninguém.
A única forma de vencer a tentação da idolatria é conhecer cada vez mais a Deus e se satisfazer nele. Assim, ore: “Fizeste-nos para ti, ó Deus, e nossa alma não repousará tranqüila enquanto não repousar em ti.” (Agostinho de Hipona)
Em Cristo, nosso único e verdadeiro Deus.
Jairo Filho
Liderança não é coisa pra criança
1. O LÍDER é sempre o primeiro a pisar o território inimigo, e o último a deixar o campo de batalhas.
2. O LÍDER não deve deixar os feridos pelo meio do caminho, mas cuidar-lhe dos ferimentos, mesmo que isso pareça comprometer o avançar da batalha.
3. O LÍDER é líder de gente, não de coisas. Ele constrói relacionamentos, não prédios, ele fica no meio do povo, não atrás da mesa. Ele é uma pessoa e não um robô. Ele é um santo, não um anjo.
4. O LÍDER se preocupa em atacar o inimigo, e não ao outro. Pois, na guerra espiritual na qual está envolvido, ele bem sabe que seu adversário não é de carne e osso, e por isso, não aponta suas armas contra si mesmo.
5. O LÍDER não pode exigir o que não consegue ser ou fazer. Não deve impor sobre os ombros dos outros os fardos que ele mesmo não consegue carregar.
6. O LÍDER não pode aproveitar-se de sua posição para massacrar mentalidades mais fracas, para “entrar rasgando”, para estuprar a alma carente de tão perdida e já invadida pela vida ímpia.
7. O LÍDER só pode indicar o caminho a seguir. Ele não pode decidir pelo outro. Ele toma pequeninos pela mão, mas não os empurra e nem força ninguém a fazer escolhas. Ele deixa as pessoas crescerem.
8. O LÍDER não convence na marra, não usa de ameaças e persuasão, não intimida criancinhas, não é um tirano. O LÍDER é capaz de ser doce, sem ser permissivo! Não é um vovô bonachão que fica distribuindo pirulitos, mas também não é um pai tão severo quanto ausente.
9. O LÍDER não fica procurando em quem bater: não sai metendo o pé em barracas, caçando orelhas para puxar, gente para envergonhar, para expor, punir, apontar o dedo. Ele não “chuta o balde”, a não ser com os cínicos, com os que vendem religião, com os que comercializam a fé, com os desconvertidos mal-intencionados.
10. O LÍDER considera o outro superior a si mesmo, ele valoriza o “insignificante”, ele honra os anônimos, ele ama os fracos, e se esforça por não escandalizá-los. Ele se faz um igual.
11. O LÍDER é mais que um diácono, mais que um ancião, ministro ou presbítero, é mais que um auto-denominado bispo ou apóstolo. Ele é um filho amado do Pai, irmão de seus irmãos, que os serve com seus dons. Serve sem procurar ser servido.
12. O LÍDER tem convicções, mas isso não significa que não possa mudar, abrir mão, repensar. O LÍDER NÃO É INFALÍVEL! Ele não tem sempre os melhores planos e conselhos (para muitos, idéias são como crianças: As nossas são sempre melhores).
13. O LÍDER pode rever seus conceitos, admitir falhas sem ter vergonha. Ele aprende com o passado, sem ficar nele. Ele olha para o futuro, mas não vive nas nuvens das ilusões infantilizadas.
14. O LÍDER deixa os outros terem idéias também, ele não é a origem de tudo, a fonte de tudo, não possui inspiração exclusiva, discernimento permanente.
15. O LÍDER, quando fala, fala a verdade. Ele é transparente, autêntico. E quando a verdade doí, ele a fala com dor. Como quem não quisesse falar, confrontar. Ele precisa expor a verdade, mas ele não faz isso pra rachar, pra quebrar de vez.
16. O LÍDER não fica cavando pecados alheios para se divertir com eles. Ele olha primeiro para dentro de si, e sonda diariamente seu coração de crente.
17. O LÍDER não pode apedrejar ninguém, salvo exceção: os líderes que não tem pecado! Esses podem castigar, “depenar” e escarniçar os pecadores.
18. O LÍDER não pode ficar preocupado com sua reputação. Ele precisa encarar com naturalidade ser alvo de críticas e pré-julgamentos. Ele precisa saber acolher, abraçar e beijar até os que, ocultamente, não retém suas línguas afiadas.
19. O LÍDER, porém, também não é escravo de seu comportamento. Ele não é um ator. O LÍDER não precisa fazer caras e bocas. Precisa ter uma só face, sem mascaramentos. Não deve ser ora sim, ora não, de acordo com a conveniência.
20. O LÍDER não precisa ter voz de líder, roupa de líder, postura de líder, olhar de líder. O LÍDER precisa ter coração de servo, vestes brancas, joelhos flexionados e olhos de compaixão.
21. O LÍDER não precisa gritar por respeito, testar a obediência, verificar o alcance de sua autoridade. Ele não precisa apresentar títulos, ostentar currículo, berrar sua posição.
22. O LÍDER não pode “chorar suas pitangas” pelos corredores, não pode se “empanelar”, fazer bico, montar fã-clube, ser parcial, tendencioso, político.
23. O LÍDER abre mão de seus direitos, raramente se defende. Ele defende sua Causa: o Reino! Ele não se glorifica. Ele glorifica seu Rei: Jesus!
24. O LÍDER não é auto-suficiente. Não é LÍDER de si mesmo. Professor de si mesmo. Pastor de si mesmo. Fã de si mesmo! Seu lema é DEPENDÊNCIA OU MORTE!
25. O LÍDER não é um super-heroí. Ele também chora, também cansa, também tem mau-humor, dias difíceis de tristeza e solidão. Ele também precisa de ombro do irmão e do colo do Pai.
26. O LÍDER precisa aprender a descansar, a parar, dar um tempo, refletir, sossegar o coração cansado, estar à sombra, retirar-se, reciclar-se, recostar-se aos pés de Mestre.
27. O LÍDER precisa saber frear-se, conter impulsões, controlar a vontade de tanto falar e pouco ouvir, a ânsia por dominar, argumentar, concluir, finalizar... colocar pontos finais. Precisa deixar uma margem de espaço para o outro caminhar sem opressão.
28. O LÍDER não ama e nem é amado por causa de seu desempenho. Ele não é um ativista, não deve se preocupar em agradar a todos, mas sempre a Deus.
29. O LÍDER busca ser fiel e não bem-sucedido. Ele sabe que obedecer é melhor que sacrificar. Líderes que não obedecem a Deus não podem ser obedecidos.
30. O LÍDER sabe que essa peleja não é café-com-leite, que a guerra (War) não é um jogo. A caminhada cristã não é de mentirinha. Sabe que a Igreja não é um tabuleiro, e as vidas não são peças de um game de estratégia.
Marcelo Quintela - Fonte: www.caiofabio.com
2. O LÍDER não deve deixar os feridos pelo meio do caminho, mas cuidar-lhe dos ferimentos, mesmo que isso pareça comprometer o avançar da batalha.
3. O LÍDER é líder de gente, não de coisas. Ele constrói relacionamentos, não prédios, ele fica no meio do povo, não atrás da mesa. Ele é uma pessoa e não um robô. Ele é um santo, não um anjo.
4. O LÍDER se preocupa em atacar o inimigo, e não ao outro. Pois, na guerra espiritual na qual está envolvido, ele bem sabe que seu adversário não é de carne e osso, e por isso, não aponta suas armas contra si mesmo.
5. O LÍDER não pode exigir o que não consegue ser ou fazer. Não deve impor sobre os ombros dos outros os fardos que ele mesmo não consegue carregar.
6. O LÍDER não pode aproveitar-se de sua posição para massacrar mentalidades mais fracas, para “entrar rasgando”, para estuprar a alma carente de tão perdida e já invadida pela vida ímpia.
7. O LÍDER só pode indicar o caminho a seguir. Ele não pode decidir pelo outro. Ele toma pequeninos pela mão, mas não os empurra e nem força ninguém a fazer escolhas. Ele deixa as pessoas crescerem.
8. O LÍDER não convence na marra, não usa de ameaças e persuasão, não intimida criancinhas, não é um tirano. O LÍDER é capaz de ser doce, sem ser permissivo! Não é um vovô bonachão que fica distribuindo pirulitos, mas também não é um pai tão severo quanto ausente.
9. O LÍDER não fica procurando em quem bater: não sai metendo o pé em barracas, caçando orelhas para puxar, gente para envergonhar, para expor, punir, apontar o dedo. Ele não “chuta o balde”, a não ser com os cínicos, com os que vendem religião, com os que comercializam a fé, com os desconvertidos mal-intencionados.
10. O LÍDER considera o outro superior a si mesmo, ele valoriza o “insignificante”, ele honra os anônimos, ele ama os fracos, e se esforça por não escandalizá-los. Ele se faz um igual.
11. O LÍDER é mais que um diácono, mais que um ancião, ministro ou presbítero, é mais que um auto-denominado bispo ou apóstolo. Ele é um filho amado do Pai, irmão de seus irmãos, que os serve com seus dons. Serve sem procurar ser servido.
12. O LÍDER tem convicções, mas isso não significa que não possa mudar, abrir mão, repensar. O LÍDER NÃO É INFALÍVEL! Ele não tem sempre os melhores planos e conselhos (para muitos, idéias são como crianças: As nossas são sempre melhores).
13. O LÍDER pode rever seus conceitos, admitir falhas sem ter vergonha. Ele aprende com o passado, sem ficar nele. Ele olha para o futuro, mas não vive nas nuvens das ilusões infantilizadas.
14. O LÍDER deixa os outros terem idéias também, ele não é a origem de tudo, a fonte de tudo, não possui inspiração exclusiva, discernimento permanente.
15. O LÍDER, quando fala, fala a verdade. Ele é transparente, autêntico. E quando a verdade doí, ele a fala com dor. Como quem não quisesse falar, confrontar. Ele precisa expor a verdade, mas ele não faz isso pra rachar, pra quebrar de vez.
16. O LÍDER não fica cavando pecados alheios para se divertir com eles. Ele olha primeiro para dentro de si, e sonda diariamente seu coração de crente.
17. O LÍDER não pode apedrejar ninguém, salvo exceção: os líderes que não tem pecado! Esses podem castigar, “depenar” e escarniçar os pecadores.
18. O LÍDER não pode ficar preocupado com sua reputação. Ele precisa encarar com naturalidade ser alvo de críticas e pré-julgamentos. Ele precisa saber acolher, abraçar e beijar até os que, ocultamente, não retém suas línguas afiadas.
19. O LÍDER, porém, também não é escravo de seu comportamento. Ele não é um ator. O LÍDER não precisa fazer caras e bocas. Precisa ter uma só face, sem mascaramentos. Não deve ser ora sim, ora não, de acordo com a conveniência.
20. O LÍDER não precisa ter voz de líder, roupa de líder, postura de líder, olhar de líder. O LÍDER precisa ter coração de servo, vestes brancas, joelhos flexionados e olhos de compaixão.
21. O LÍDER não precisa gritar por respeito, testar a obediência, verificar o alcance de sua autoridade. Ele não precisa apresentar títulos, ostentar currículo, berrar sua posição.
22. O LÍDER não pode “chorar suas pitangas” pelos corredores, não pode se “empanelar”, fazer bico, montar fã-clube, ser parcial, tendencioso, político.
23. O LÍDER abre mão de seus direitos, raramente se defende. Ele defende sua Causa: o Reino! Ele não se glorifica. Ele glorifica seu Rei: Jesus!
24. O LÍDER não é auto-suficiente. Não é LÍDER de si mesmo. Professor de si mesmo. Pastor de si mesmo. Fã de si mesmo! Seu lema é DEPENDÊNCIA OU MORTE!
25. O LÍDER não é um super-heroí. Ele também chora, também cansa, também tem mau-humor, dias difíceis de tristeza e solidão. Ele também precisa de ombro do irmão e do colo do Pai.
26. O LÍDER precisa aprender a descansar, a parar, dar um tempo, refletir, sossegar o coração cansado, estar à sombra, retirar-se, reciclar-se, recostar-se aos pés de Mestre.
27. O LÍDER precisa saber frear-se, conter impulsões, controlar a vontade de tanto falar e pouco ouvir, a ânsia por dominar, argumentar, concluir, finalizar... colocar pontos finais. Precisa deixar uma margem de espaço para o outro caminhar sem opressão.
28. O LÍDER não ama e nem é amado por causa de seu desempenho. Ele não é um ativista, não deve se preocupar em agradar a todos, mas sempre a Deus.
29. O LÍDER busca ser fiel e não bem-sucedido. Ele sabe que obedecer é melhor que sacrificar. Líderes que não obedecem a Deus não podem ser obedecidos.
30. O LÍDER sabe que essa peleja não é café-com-leite, que a guerra (War) não é um jogo. A caminhada cristã não é de mentirinha. Sabe que a Igreja não é um tabuleiro, e as vidas não são peças de um game de estratégia.
Marcelo Quintela - Fonte: www.caiofabio.com
A simplicidade profunda e esmagadora de Jesus
A cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo.
Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a filosofia e a teologia tratam com avidez.
A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.
O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.
As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se o vê armando qualquer ação popular contra elas.
Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político, ou passeatas, ou bandeiras.
A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as conseqüências dela.
Sobre a morte sua resposta foi a paz e a vida eterna.
Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.
Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que se os venceria na Terra.
Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.
Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele; pois, fora, o reino, por hora, era do príncipe deste mundo.
Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.
Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.
Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.
Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.
Pagou impostos; mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.
A morte para Ele não era mesma coisa que é para nós. Morrer não era mal. Viver mal é que era mau.
Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.
Para Ele o mundo se explicava pelas ações dos homens, e prescindia de analises; pois, tudo era mais que óbvio.
Não teologizou sobre nada. E todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora; e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.
Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...” — referindo-se ao diabo.
Prega a Palavra, e não tenta controla-la.
Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.
Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.
Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.
Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” — aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para ele todos vivem”.
Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que ao morrerem dão muito fruto.
E assim Ele vai...
E assim Nele é!
Nele, para Quem a filosofia é a vida em amor,
Caio
07/03/03
Lago Norte
Brasília
Fonte: www.caiofabio.com
Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a filosofia e a teologia tratam com avidez.
A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.
O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.
As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se o vê armando qualquer ação popular contra elas.
Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político, ou passeatas, ou bandeiras.
A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as conseqüências dela.
Sobre a morte sua resposta foi a paz e a vida eterna.
Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.
Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que se os venceria na Terra.
Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.
Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele; pois, fora, o reino, por hora, era do príncipe deste mundo.
Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.
Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.
Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.
Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.
Pagou impostos; mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.
A morte para Ele não era mesma coisa que é para nós. Morrer não era mal. Viver mal é que era mau.
Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.
Para Ele o mundo se explicava pelas ações dos homens, e prescindia de analises; pois, tudo era mais que óbvio.
Não teologizou sobre nada. E todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora; e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.
Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...” — referindo-se ao diabo.
Prega a Palavra, e não tenta controla-la.
Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.
Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.
Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.
Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” — aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para ele todos vivem”.
Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que ao morrerem dão muito fruto.
E assim Ele vai...
E assim Nele é!
Nele, para Quem a filosofia é a vida em amor,
Caio
07/03/03
Lago Norte
Brasília
Fonte: www.caiofabio.com
Quem é meu próximo?

E perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" E ele lhes contou a seguinte parábola:
Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, UM GARÇOM que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: "Vá passando a carteira". O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.
Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um PADRE no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: "Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você." Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: "Ego te absolvo..." Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.
Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um PASTOR evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: "Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!" O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, "aleluia!" e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.
Uma hora depois passava por aquela rua um LÍDER ESPÍRITA que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: "Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir." Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.
O sol já ia alto quanto por ali passou um TRAVESTI, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.
Terminada a estória, JESUS se voltou para seus ouvintes. Alguns já o olhavam com ódio. Jesus, porém, os olhou com profundo amor e lhes perguntou: "Quem foi o próximo do homem ferido?"
Escrito por Rúbem Alves
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